segunda-feira, 15 de março de 2010

E se eu te disser que o que eu faço não tem nome, só tem cor, só tem brilho, só tem tom.
E se eu te disser que sou inominável, escapo de onde me emolduram, escorro de onde me colocam.
E seu eu te disser que sou agora, depois não sei e amanhã serei mais.
Terás que me revirar dos pés a cabeça a todo momento, e por todos os dias (até o fim de minha ou de sua vida),, para me conhecer, saber minhas causas, saber o que causa, o que me passa. Terá que ter fôlego para experimentar o que me torno a cada instante. É trabalho incessante, sem fim. Por outro lado, assim te oferecerei toda gaça de quem está está sempre descobrindo, sempre deslumbrado ou assustado ou sejá lá como te deixe. Infinitas possibilidades, menos o tédio de uma verdade suprema: és tudo o que posso te ofertar.

6 comentários:

C. disse...

Ah.. Mas que beleza de texto!
Adorei!

Edu Leon disse...

Penso muito pareceido com vc as vezes!!!
Você escreve muito bem.
Edu Leon

Adriano Ferreira, CM disse...

lembrei de uma passagem do saramago que bem poderia ser a epígrafe deste seu belo texto, "dentro de nós existe uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos".

abraço

Geraldo Brito (Dado) disse...

Poético!

Iuri disse...

Cativante.

Anônimo disse...

Passei, li e gostei...
se gostares, adiciona-me

http://generalgw.blogspot.com/