domingo, 30 de agosto de 2009

Há quem ache belo, o negro

E se eu te perguntasse o que fazer com os dias tristes? O que fazer com aquele vazio que infelizmente, ninguém liga se há ou não em mim, em nós? Os dias alegres é tranquilo. Todo mundo sabe o que fazer com os dias alegres. Tristeza é pejorativo. Os dias tristes, são carregados de sinônimos ruins, coisas que devem ser evitadas, combatidas, eliminadas. E por que? Preencheria mais o infinito da mente, a alegria do que a tristeza? Não, certamente não. Que seria do dia sem a noite? A claridade ofusca. Ser unilateral é perder o eclipse. Porém, não fomos criados para sermos preenchidos com a tristeza. Só a alegria é aceita como vindoura e mensageira de boas novas.
É uma pena, que as pessoas não saibam o quão linda e magnifíca, é a tristeza. Basta apenas, saber tirar proveito dela.
Ser feliz na tristeza, pois a graça é a inconstância.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

De tudo, o que importa mesmo, é o etcétera.
O que atrapalha não é o barulho de fora. É o barulho de dentro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Não tenho paciência pra televisão

E então, foi quando eu questionei a intensidade. Tudo me veio a cabeça hoje por lembrar de uns comentários que eu vi num programa de televisão, durante as férias. Na hora fiquei meio atordoada (talvez atordoada seja extremamente exagerado), como quando se depara com alguma coisa pela qual você sabe que deveria perder uns minutos para sobre ela. Sabe, quando soa estranho, mas você não faz muito esforço para pensar na hora. Hoje, pensando livremente sobre mil coisas, fui acometida pelas vozes femininas do programa: "não, porque essa história desse amor todo de começo, de início, aí dá essa vontade de ver todo dia, de dormir junto todo dia, ficar ligando toda hora, quer ficar 24 horas colado... aí pronto, é o fim. Estraga tudo. Logo, logo, enjoa e um não aguenta mais ver o outro..." Isso obviamente foi dito com outras palavras que eu não lembro mais nem uma linha, mas o sentido foi esse. Credo! Tive um estalo na cozinha hoje. Então, o que fazer? Se deixar levar pelo sentimento, viver tudo que você está implorando para viver, extrapolar, ter dias dos mais apaixonados e arriscar perder tudo? Dias tão ofegantes que podem sufocar. Pode ser. Mais o que vale mais a pena? Viver tudo em um mês ou em um ano? Haveria diferença qualitativa nisso? Homeopatia ou antibiótico? E se for pra acabar, melhor que acabe logo, ou que dure mais um pouco? Beber muito rápido pode fazer engasgar. Bebendo devagar, nunca se fica bêbado, nunca se experimenta um porre. E porres devem mesmo ser experimentados, mesmo sabendo que no dia seguinte poderá vir a ressaca. Ah, talvez seja só questão de mudar de canal.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mais clichês

Eu poderia te explicar a paixão assim: sabe aquele corisco que dá no céu anunciando uma tempestade? Aquele raio que corre no céu quando vai chover? Então... é chuva forte no meio da tarde, em tempo quente. Paixão esquenta o corpo, faz acordar. Já o amor é chuva fina. Sabe, chuvinha insistente, teimosa que perdura o dia inteiro, num dia mais cinzento, que dá vontade de ficar quietinho, embolado. Paixão é que nem tequila, amor é como vinho (tinto e seco) e champagne é igual wisk, pura solidão.