<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294</id><updated>2011-11-09T14:11:23.528-08:00</updated><title type='text'>:::.Reticências.:::</title><subtitle type='html'>"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta

própria o seu caminho"

 - Mário Quintana</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>144</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-2307229703362881561</id><published>2011-10-15T17:04:00.000-07:00</published><updated>2011-10-16T10:12:14.887-07:00</updated><title type='text'>Terapia de casal</title><content type='html'>Então, eu pergunto a vocês, como vocês se conheceram?&lt;br /&gt;- Destino.&lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;- Na faculdade.&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;- Eu não conheço esse homem.&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;- Depois.&lt;br /&gt;_____________&lt;br /&gt;- Eu também me pergunto isso todo dia (suspiros).&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;- Eu também me pergunto isso todo dia&amp;nbsp; (dúvida).&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;- Eu também me pergunto isso todo dia (choro descontrolado).&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;- Internet.&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;- Nunca houve esse dia. A gente se conhece desde sempre.&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;- Somos primos!&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;- No cosmos.&lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;- Na nossa vida passada.&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;- No banheiro feminino.&lt;br /&gt;__________________&lt;br /&gt;- Vomitando. &lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;- A gente faz um esforço enorme pra lembrar mas, nenhum dos dois lembra...&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;- Durante o sexo.&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;- Depois do sexo.&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;- Depois que nos separamos.&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;- Ela namorou minha prima uns tempos aí.&lt;br /&gt;_________________&lt;br /&gt;- Ele era o melhor amigo do meu ex.&lt;br /&gt;_____________&lt;br /&gt;- Numa festa de família na casa da prima do irmão da afilhada da tia da segunda mulher do meu avô. &lt;br /&gt;Foi lindo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-2307229703362881561?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/2307229703362881561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=2307229703362881561' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2307229703362881561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2307229703362881561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2011/10/terapia-de-casal.html' title='Terapia de casal'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-5590329158912774048</id><published>2011-10-09T08:37:00.000-07:00</published><updated>2011-10-09T08:37:06.032-07:00</updated><title type='text'>Caso não valha (mais) a pena</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pega o martelo e soca. Soca com força, com vontade. Esmigalha, espedaça. Faz virar pó. Virou pó?&lt;br /&gt;Assopra. Assopra tudo. Põe para fora todo o ar de dentro, esvazia todo pulmão na causa de jogar para longe o pó. Espalhe-o para todos os lados, disperse-o ao infinito. Assopre para todos os lados para que não exista em lugar nenhum. &lt;br /&gt;Limpe toda sujeira. Deixe a casa como quem espera visitas. Prepare-se para receber visitas.&lt;br /&gt;Proteja-se da tentação, da recaída. Quem procura acha então, elimine os vestígios. Apague as pistas para não mais encontrar. Seja honesto, apague mesmo. O mínimo detalhe é motivo para que tudo venha a tona. Meadas são feitas de fios, basta seguir um fiapo para chegar ao novelo. &lt;br /&gt;Certas coisas são tão fortes e significativas que a mínima gota tem a potência de contaminar todo pote. Nada novo é capaz de emerjir em plenitude. Nada novo nos toma em plenitude. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Se há algo que de fato queiras eliminar, primeiro tenhas coragem de romper com os laços que te unem a ela. Destrua-os, aniquile-os ao máximo. é preciso ser radical. Mesmo assim, ainda havendo sobras, esqueça-as. Deixe-as no fundo, a acumular poeira.&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-5590329158912774048?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/5590329158912774048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=5590329158912774048' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5590329158912774048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5590329158912774048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2011/10/caso-nao-valha-mais-pena.html' title='Caso não valha (mais) a pena'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1303930430477022932</id><published>2011-07-16T08:49:00.000-07:00</published><updated>2011-07-16T08:49:30.606-07:00</updated><title type='text'>Agora, outra</title><content type='html'>O momento era de preenchimento. Era tudo que&amp;nbsp;Lara conseguiria dizer. Havia passado por tempos difíceis de perda, de desidentificação, de apagamento. Tempo de abandono e de terra vazia. Sem casa e sem lugar. Agora o movimento era de juntar os pedaços, resignificar. Alguma coisa breve parecia estar se formando. De algum lugar não muito claro, vinha um possível conforto. No meio da poeira, um supro dava esperança aos pulmões doentes. Deixar-se a brisa da novidade era, porém dar fim a tudo que antes a havia preenchido um dia. Era finalmente sair do luto, era por roupas novas. Apesar das velhas cairem tão bem, isso era porque elas já tinham o formato do corpo, já tinham nelas coladas a anatomia magra e seca de quem de tanta fome, comia os próprios pedaços. De quem satisfaz-se com a própria dor, com o próprio desmantelamento. E abandonar sempre é árduo, mesmo que seja o abandono da doença. Porque os modos doentios também são nossos, também somos nós e perdê-los, deixá-los, significa abrir mão de parte do que somos. Ou era continuar no canibalismo ou amputar uma perna. Por muito tempo a possibilidade de perder um membro ficou velada, mas agora a moça já tinha condições de abandonar sua chaga. Não é questão de curar a ferida. Tem coisas na vida que não tem opção, não. O movimento não é de cura nem de resolução. É de superação, de abandono, perdão, e de seguir em frente sendo outra coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1303930430477022932?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1303930430477022932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1303930430477022932' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1303930430477022932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1303930430477022932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2011/07/agora-outra.html' title='Agora, outra'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-6016493398264410687</id><published>2011-05-27T15:25:00.000-07:00</published><updated>2011-05-27T15:26:24.123-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em uma semana: uma gripe me deixou de cama. Engordei. Levantei discussão no estágio. Tive um surto em casa. Chorei no casamento de uma amiga, contei a verdade a outra. Descobri que uma pessoa querida tem os dias contados. Declarei-me para alguém. Corri até os ossos doerem. Não me surpreendi com a indiferença.&lt;br /&gt;Tirei as coisas do lugar e deixo que assentem, como queiram. Gosto assim. Reconstruir-me, eis a questão. Quando está tudo muito direito, jogar tudo pro alto faz a gente lembrar da provisoriedade e nos livra de acreditar no eterno, amém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-6016493398264410687?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/6016493398264410687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=6016493398264410687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6016493398264410687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6016493398264410687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2011/05/em-uma-semana-uma-gripe-me-deixou-de.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3000156229672413358</id><published>2011-03-09T05:13:00.001-08:00</published><updated>2011-03-09T05:13:02.890-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando o produto valoriza, ele não sabe a quem se vender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3000156229672413358?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3000156229672413358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3000156229672413358' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3000156229672413358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3000156229672413358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2011/03/quando-o-produto-valoriza-ele-nao-sabe.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8125776647975042795</id><published>2011-03-01T15:17:00.003-08:00</published><updated>2011-03-01T15:17:10.131-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu quiz por diversas vezes escrever uma música. É uma pena... o Chico (Buarque) já escreveu todas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8125776647975042795?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8125776647975042795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8125776647975042795' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8125776647975042795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8125776647975042795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2011/03/eu-quiz-por-diversas-vezes-escrever-uma.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4034913048705538852</id><published>2011-01-15T17:41:00.000-08:00</published><updated>2011-02-27T18:10:50.204-08:00</updated><title type='text'>Biscoito de vento, pessoas de carne, amores de brisa</title><content type='html'>Observei atentamente a pele branca que tinha acompanhado há anos. Era a mesma, lisa e fresca. Mesmo que sendo por fotografia, dava para perceber. Percebi que você estava bem, com a vida andando depressa e senti saudade. Senti-me um velho. E me deu vontade de comer biscoito de polvilho. Foi aí veio todo meu sofrimento. São 4 da manhã e ainda não consegui dormir, perturbado pela vontade de sentir na boca o gosto do biscoito que estala. Há um pouco mais de dois anos que moro em Seropédica. Mudei-me no fim de 2008 para cá por ter passado na prova da Universidade Rural e desde então leciono aqui. Isso você não sabe, achei melhor deixar para contar quando você voltasse da Austrália, só para ter novidades, boas novidades para te contar. É sim um pouco de inveja de tudo de maravilhoso que você deve estar juntando para me contar quando nos vermos. Foi por isso que resolvi guardar para mim o que de mais grandioso me aconteceu, para que pudesse te dar maior, engrandecido do tempo em que cultivei em mim o segredo. Droga, nem escrever adianta, a fome de biscoito não passa.&lt;br /&gt;O gosto pelo biscoito de polvilho começou com as minhas viagens de trem. Você sabe tanto quanto eu que no trem se vende de tudo. O artigo&amp;nbsp;mais inusitado talvez tenha sido cabeça de alho ou pó de café. Se bem que deve ter tido outra coisa mais absurda que eu não me lembre agora. O mais comum é sem dúvida amendoin, coisa que eu também aprecio muito. Não sei porque o biscoito de polvilho ganhou esse destaque para mim, não sei quando foi que eu começei a juntar diretamente biscoito de polvilho e viagem de trem, só sei que é batata, eu entro no trem e já fico ansioso, na espreita do vendedor do biscoito de polvilho. Só tem marca esquisita, e os que são em formato de bolinha costumam ser mais gostosos. Não, na verdade acho que o saco é que tem bolinhas. Isso! O biscoito bom é do saco que tem bolinhas coloridas, que imita o da&amp;nbsp;Kero. O fato é que mesmo no trem, não é tããão comum ver biscoito de polvilho vendendo. Não sei, acho que não vende muito. Eles tem a mesma frequência que aquela pipoca doce de saco rosa-choque. Talvez seja por isso o meu desassossego: a escassez. Lei da oferta e da procura. O que tem pouco, valoriza. &lt;br /&gt;Acho que pode ser isso que me fez querer comer biscoito de polvilho a essa hora, depois de ter visto sua foto: vocês dois são tão escassos. É verdade, quando a gente chega a uma certa idade as coisas mudam. São sei se é rabugisse, não sei se é medo, precaução, mas o fato é que se apaixonar não fica tão fácil assim. Uma pessoa que nos consiga despertar paixão, dessa mais pura e cega, infantil, não se acha em qualquer esquina e a gente põe defeito em todo mundo que aparece e endeuza os que ficaram para trás. Os novos parecem sempre pequenos perto daqueles que um dia nos fizeram acreditar. Por isso que hoje você parece mais branca, sua pele mais lisa, o amor maior e a saudade mais doída. É assim mesmo. Em Seropédica nada fica aberto de madrugada e o que eu quero não dá pra conseguir hoje, só amanha. Pena que amanhã a vontade já vai ter passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4034913048705538852?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4034913048705538852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4034913048705538852' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4034913048705538852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4034913048705538852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2011/01/biscoito-de-vento-pessoas-de-carne.html' title='Biscoito de vento, pessoas de carne, amores de brisa'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1726483721048525741</id><published>2010-11-11T14:07:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T14:07:28.840-08:00</updated><title type='text'>Entre nuvens</title><content type='html'>Antes, queria dizer que esse texto não deu conta do que quiz dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma paixão é uma paixão”, ouvi num filme. Aliás, um filme muito bom, que muito recomendo: “O segredo dos seus olhos”. Bolei. Desconfiei. Fiquei matutando. O sentido era: uma paixão meu caro, dura para sempre, não tem jeito, é uma paixão. Não há como escapar, podem passar os anos, pode passar o que for, que se for paixão, fica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi o filme duas vezes e foi um outro filme que vi hoje que me trouxe mais uma vez a idéia. Fico dividida. Tem dias que concordo com uma paixão assim, tem dias que não. Digamos que hoje estou no dia a favor do filme, mas antes vou dizer o que daí me incomoda. É essa coisa atemporal que a coisa ganha, imutável, eterno, intocável, impenetrável e determinante. Meio cachorro no cio sabe, instinto mesmo... E sou a favor da idéia de que tudo-muda-sempre-o-tempo-todo-no-mundo e as paixões não estariam fora disso, isentas, salvas a mudanças de opinião. Ora, se mudamos de gosto o tempo todo na vida... Essa paixão aí fica com cara de essência, sei lá. Isso me incomoda. Parece algo mais forte, que domina, um destino a que somos condenados. Só conseguimos ceder, pobres vacas-de-presépio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, tenho que concordar um tanto quanto a contragosto com essa força. Tem coisas sim, que sou apaixonada. E que a vida toda me convocaram de uma forma singular. Fiquei pensando no movimento que tenho feito agora, a nível de vida. Nas duas vezes que vi o filme e mesmo depois, em vários momentos, fiquei me perguntando (com medo de descobrir e de confessar) qual seria minha paixão, ou quais seriam. No início achei que não tinha nenhuma. Me esforçando para pensar em algo que me dedico a anos e com séria dedicação, cheguei a paixão pela prática de atividades físicas. É realmente eu gosto e perco muitas coisas em prol dessa “paixão”. Tive medo de pensar nas minhas paixões porque via isso, como já disse como um certo aprisionamento e, de certa forma, minha dedicação nas academias da vida ilustram bem isso. Quase um vício mesmo. Quase, ainda bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois pensei em pessoas e aí que me deu mais medo. E fiquei evitando pensar. Tive medo de constatar que minha paixão seria uma pessoa. Acho que seria o pior dos modos, o mais difícil. Aí achei que essa tal paixão se parecia com cisma. Isso de cismar com alguém e ficar criando coisas na sua cabeça que na verdade não são, não existem (como se pudesse ser de outra forma – sempre são coisas da nossa cabeça, é ela que somos). Aí fiquei pensando que talvez não fossem coisas da minha cabeça, e não são. Então estaria irremediavelmente ligada a essa pessoa? Complicado. Tenho tentado entender, não ficando numa de refutar, de negar, de querer ir contra. Inventando outras formas de me haver com isso, mas acho que é a paixão que mais independe da minha vontade e se já me libertei de muitas resistências com relação a ela, vejo que o outro lado (a própria paixão, que nesse caso responde por ela mesma) se mantém muito nublada. Acabo turvada também, tenho dias de chuvas, mas o sol sempre vem e a certeza disso me conforta, acalma. As vezes isso não é suficiente e me descabelo. Aprendo a esperar, e caminho a passos de formiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei também na minha família, naquela Barra do Piraí a que eu sempre volto e preciso ter alguma proximidade. Apesar dos pesares, tenho muitas paixões naquele lugar. É minha Terra do nunca, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltei a pesar no movimento de vida em que me encontro. E o que faço? Exatamente correndo atrás das minhas paixões, do que me faz pulsar. E aí, ao contrário da idéia que fiz da paixão do filme, o que sinto é que essas paixões me libertam. Me deixam tão livre, tão solta, tão feliz (tão feliz!). Vou longe. Aliás, vou é nada, nada longe, ao contrário! Fico ali, só ali, nada mais do que ali. E como isso é maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cores. Definitivamente cores. Sou apaixonada por cores, por luz e sombra, por contornos, formas. Sensações. Cores para mim são sensações. Tão fortes que doem no peito e eu falo chorando porque a boca emudece. Acho que um dia vou conseguir ter acesso a outras cores, porque acho que hão muitas mais. Às vezes quero mesmo conhecê-las, conhecer uma cor nova, ter essa benção, essa maravilha. Acessar uma nova cor, não tom, cor mesmo. Que necessite que a demos um outro nome porque os que temos já nomeiam outras coisas que não ela. Cores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrindo e me havendo com minhas paixões, é aí que estou. Eu que quase havia me esquecido de onde estava, me achei de novo, por fim. Apaixonada, viva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1726483721048525741?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1726483721048525741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1726483721048525741' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1726483721048525741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1726483721048525741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/11/entre-nuvens.html' title='Entre nuvens'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4236859561912973948</id><published>2010-10-20T08:13:00.001-07:00</published><updated>2010-10-20T08:13:56.868-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Pedra não faz silêncio" R. N.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4236859561912973948?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4236859561912973948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4236859561912973948' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4236859561912973948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4236859561912973948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/10/pedra-nao-faz-silencio-r.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1474836661991133980</id><published>2010-09-19T08:13:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T08:13:52.634-07:00</updated><title type='text'>Lilás</title><content type='html'>Todos os dias ele saía&amp;nbsp;com os anéis dela e minha&amp;nbsp;correntinha no pulso. Jamais saberia a verdade. Nunca saberia que eu e ela sabíamos de nossa mútua existência na vida dele. Aqueles anéis nunca me enganaram e minha pulseira nunca&amp;nbsp;tinha passado&amp;nbsp;desapercebida aos olhos de Débora. &lt;br /&gt;Débora e eu nos conhecemos no casamento de Maria Lúcia e Gustavo. Não era tão incrível que numa cidade de pouco mais de&amp;nbsp;120 mil habitantes&amp;nbsp;se tenha&amp;nbsp;amigos em comum. Getúlio inventou uma desculpa para mim e para Débora e não foi ao casamento. Preferiu fazer desfeita aos nossos amigos de bairro a ser "descoberto" como bígamo. Mal sabia ele que não se descobre o que já se sabe, o que já sabíamos. Seria antes, uma constatação. A essa altura eu apenas esperava que um dia ele me contasse. Ou que ela me contasse: a outra. &lt;br /&gt;Débora era madrinha de Maria Lúcia e Gustavo. Estava&amp;nbsp;belíssima com seus cabelos de cachos longos, presos com um enfeite de rosas metálico no alto da cabeça. Estavam arrumados de modo que&amp;nbsp;apenas uma parte se prendia e outra ficava solta, expondo os cachos castanhos que chegavam um pouco abaixo dos ombros. O vestido era lilás e levemente decotado. Mostrava sem ser extravagante. O cordão e os brincos também era singelos mas precisos. Quem a olhava entendia o que aquela mulher queria. Acompanhei a toda cerimônia um pouco chateada de estar sozinha, sem Getúlio. Que fazer se a&amp;nbsp;sogra tinha resolvido ter crise renal logo hoje? Até que parecia de propósito para não deixar Getúlio entrar comigo numa igreja. Ela nunca gostou muito de mim. Me ofereci para ficar com ele mas ele achou que seria muita desfeita aos noivos e&amp;nbsp;eu já estava pronta, maquiada e de vestido novo&amp;nbsp;quando ele chegou esbaforido da cozinha&amp;nbsp;dizendo que o padrastro tinha ligado as pressas por conta da crise da mãe. Aceitei, mesmo porque não podia fazer muita coisa por dona Mersinha e sei que ela não fazia menor questão da minha presença.&lt;br /&gt;Fui para a igreja. Como de costume me emocionei. Sempre fui uma pessoa sensível a felicidade dos outros,&amp;nbsp;à&amp;nbsp;promessa que é um casamento. Uma promessa que eu, ao contrário de Maria Lúcia e Gustavo, tive sem testemunhas. Eu e Getúlio não tinhamos casado na igreja nem em lugar nenhum. Um belo dia resolvemos morar junto e após uns meses amadurecendo a idéia, acabamos numa casa na rua Quinze, vizinhos do casal que hoje eu via no altar. Tinha ficado de ligar para Getúlio depois da cerimônia para saber da saúde da mãe dele. E assim tentei, sai da porta da igreja e procurei um lugar com sinal para o celular e pouco barulho para os meus ouvidos. A igreja tinha um jardim bonito e um pequeno parquinho para crianças atrás de uma capelinha que era a construção original da igreja de Santa Rita. Quando proporam reforma, decidiram ao invés disso, manter a antiga capelinha e construir uma nova. Manteve-se a nostálgica e humilde construção à sombra da vistosa construção que assumiu lugar central. Foi perto daquela relíquia, já caindo aos pedaços que achei sinal e um banquinho. Sentei-me e dei uma olhada a volta enquanto a ligação era completada. Inútil, só dava ocupado. Tentei mais duas vezes seguidas e nada. Decidi esperar um pouquinho. Vi que uma mulher corria na direção da capelinha. Vi, pelo vestido que era a madrinha bonita que até então não sabia que era a Dédora. Ela vinha correndo com jeito apesar do mega salta que ficou a vista por ela puxar a barra do vestido com uma das mãos. Na outra mão segurava o celular no ouvido. Vinha com uma cara tensa. Parou no meio do caminho, soltou a barra do vestido e ao longe via a conversa dela. Tentei mais uma vez ligar para Getúlio, mas linha permanecia ocupada. Não sabia nem para que hospital tinham levado minha sogra, não tinha como ir até eles. Estava aborrecida. Decidi ir me despidir dos noivos, achei melhor não ir a festa. Fui andando de volta para o alvoroço da porta da igeja filial, passei pela madrinha lilás e a ouvi dizendo que "então ia para festa". Fiquei pensando se não seria bom ir a festa também. Quando cheguei na porta da igreja tinha muita gente e não conseguia encontar os noivos, quando perguntei para um dos convidados me avisaram que eles já tinham ido para o clube. Fui saindo da igreja, atravessei a rua. Parei na calçada em busca de um táxi. Tentei ligar para Getúlio novamente, dessa vez ele atendeu. "Oi lilinha, desculpa, tava com Geraldinho no telefone". Geraldinho era um colega de trabalho que eu nunca tinha visto, mas que eu sabia quetinha uma ligação forte com Getúlio. Geraldinho era caderante e por isso não gostava de sair muito e seus passeios se&amp;nbsp;limitavam ao trabalho. Getúlio me contou que ficaria a noite toda no hospital. Desliguei o telefone, pensei por uns instantes. Passou um taxi vazio, fiz sinal, ele parou, eu entrei: "Clube bandeirantes, por favor".&lt;br /&gt;A decoração do clube estava belíssima. A moça na porta me direcionou a minha mesa. Tinha um lugar para mim e outro para Getúlio, tinham me posto numa mesa com mais dois casais do bairro. A mesa estava bem a frente do palco, proxima a mesa dos parentes e amigos mais chegados da noiva. O papo estava meio chato e todo mundo que me via indagava o porquê de eu estar sozinha e eu já estava de saco cheio de repetir a história de dona Mersinha. Por fim me limitava a dizer: "crise renal". O jantar estava bom, as sobremesas foram fartas. Fui ficando chateada e resolvi me entregar aos drinks. Tinha um telão no palco do clube que num certo momento começou a contar a história dos recém casados. Maria e Gustavo tinham estudado juntos desde pequenos. E começaram as fotos da escola. Tinham umas fotos bem engraçadas. Vi que a madrinha lilás estava numa mesa próxima a minha com um grupinho que ia zuando as fotos, riam e comentavam&amp;nbsp;muito e alto. Imaginei que fossem os amigos que iam aparecendo nas fotos e que se conheciam de longa data. Ao longo das fotos fui percebendo sempre a presença de uma menina junto a Maria. Reconheci que era a madrinha lilás. As fotos foram avançando e surgindo fotos do casal já adolescente, já na faculdade. Fui vendo que a madrinha lilás sempre estava por perto. Aquele rosto me parecia familiar. Tentava forçar na cabeça da onde poderia ser. Olhava para ela na mesa a procura de pistas. Ela ria muito, estava cercada de homens e tinha uma outra madrinha com ela. Tinha os traços finos, uma sombrancela em desenhada e um nariz que apesar de comprido, caía bem em seu rosto. &lt;br /&gt;As fotos foram seguindo. Derrepente uma em que aparecem Maria e gustavo abraçados fazendo pose ao lado de mais três pessoas. Empalideci. Reconheci Getúlio de cabelão ao lado da madrinha lilás. Me pareceu uma festinha da época de faculdade. Sabia que tinham estudado na mesma faculdade, mas não sei porque achei estranho. Acho que foi ciúmues da bela madrinha, vi que ela se escangalhou de rir quando paraceu aquela foto. Depois achei bobagem. Getúlio e Gustavo não tinham feito o mesmo curso, Getúlio era médico e Gustavo advogado. Acho que foi por isso que estranhei ao vê-los compondo a mesma foto. Resolvi achar normal, era uma faculdade particular, poucos alunos, normal que frequentassem as mesmas festas. Confesso que não enguli a madrinha e o fato do meu marido a conhecer me causava certo desconforto. "Que bobagem, ele nem sonhava em me conhecer, gente quanta tolice, sou mesmo muito idiota, ai". &lt;br /&gt;Resolvi beber mais drinks. A festa estava chata. Os pais dos casados fizeram um discurso interminável depois da homenagem do telão. Já estava sonolenta quando a madrinha lilás entrou. A mesa que ela estava começou a assobiar e gritar "gostosa", "vai Débora", "lindaaa". Percebi que as pessoas da mesa tinham&amp;nbsp;grande probabilidade de vômitos a uma hora. O alvoroço me deu uma acordada. Ela falou pouco e fez umas piadas. O&amp;nbsp;casal agradeceu teve toda aquela lenga lenga de brindarem, e não sei o que, partirem o bolo e iniciou-se o baile. Era por volta de meia noite. Vi que as pessoas não iam durar muito tempo, uns pelo nível alcoólico outros pelo cansaço, outros pela idade avançada e mais outros pela pouca idade. Ficariam os guerreiros. Como sabia que nada me esperava em casa, fui ficando. Fumei muito. Os casais que me acompanhavam&amp;nbsp;à mesa foram&amp;nbsp;me abandonando aos poucos para a pista de dança. Não ousei dançar. Fiquei acompanhando a Débora de longe.&amp;nbsp;A bebida me alterava os pensamentos e fiquei com raiva. Raiva do jeito&amp;nbsp;solto dela. Uma oferecida. Ela e a noiva dançaram muito a noite toda.&amp;nbsp;Já era quase&amp;nbsp;três da madrugada quando resolvi comer uns salgadinhos para ir embora.&amp;nbsp;Só haviam umas poucas pessoas na festa.&amp;nbsp;Enquanto montava o prato, Maria Lúcia e Débora passaram por mim esbaforidas pedindo água aos graçons. Sentia o reboliço das duas ás minhas costas.&amp;nbsp;"Marília".&amp;nbsp;Reconheci a voz de Maria, me virei. "Oi lindinha". Estavam visivelmente muito bêbadas. "Oi Maria, olha a festa está linda,&amp;nbsp;tudo muito gostoso, estou muito feliz por vc e Gustavo" disse tentando ser educada e me livrar delas. Maria riu, eu não entendi nada. Vendo o riso de Maria, Débora riu também. Esatavm as duas de chinelo, descabeladas, maquiagens borradas, visivelmente colando&amp;nbsp;de suor. O gançon chegou com as taças de águas. Pareciam dois camelos as duas. Fiquei parada com o prato de salgadinhos esfriando na mão olhando a cena patética das&amp;nbsp;duas. Estava meio sem paciência e queria sair logo dali. Por fim Maria me perguntou se tinha cigarros, disse que&amp;nbsp;estavam na bolsa e que a bolsa estava encima da mesa. Elas me acompanharam até a mesa. Se jogaram exaltas nas cadeiras já&amp;nbsp;esvaziadas dos vizinhos que me acompanhavam.&amp;nbsp;Maria recostou na cadeira e me acompanhava buscar os cigarros na bolsa, Débora&amp;nbsp;abaixou a cabeça e deitou-a por cima de um&amp;nbsp;dos braços apoiados&amp;nbsp;na mesa.&amp;nbsp;Maria riu e sacudia Débora enquanto pegava um cigarro e eu acendi para ela. Deu uma tragada e enquanto bufafa fumaça falava "acorda porra, é meu casamento, você tem que aguentar comigo caralho, acorda diaba". E comçou a falar comigo um papo de casamento e ainda sacudindo Débora:&amp;nbsp;"dá um cigarro pra ela que ela acorda rapidinho". Débora levantou a cabeça e riu e empurrou Maria Lúcia: "Mas é chata mesmo, cacete... não cansou de mim não criatura? Quando eu morrer, vou direto pro céu,&amp;nbsp;Oito anos aguentando você Marilu, puta-que-pariu". E rindo estendeu a mão para pegar comigo um cigarro. Paralisei, ela usava a minha pulseira. A pulseira de prata&amp;nbsp;que ganhei da minha avó quando fiz quinze anos e que estava com Getúlio.&amp;nbsp;Era uma correntinha simples, fininha que ele adorava usar. Notando que eu congelei com o cigarro na mão e os olhos fixos na pulseira, Dédora puxou o cigarro dos meus dedos, pegou meu isqueiro&amp;nbsp;de cima da mesa, recostou na cadeira e acendeu o cigarro me olhando com uma cara maliciosa. Pronto. Era ela. A outra estava finalmente diante dos meus olhos e&amp;nbsp;era rara.&amp;nbsp;Os olhos doces e a boca sedenta, fumava&amp;nbsp;cigarro como uma francesa, me olhava com gosto. Senti que percorria meu corpo com os olhos, me apreciava.&amp;nbsp;Maria Lúcia viajava no cigarro, parecia que estava fumando maconha.&amp;nbsp;Gustavo chegou&amp;nbsp;deu um beijo em Maria, lhe falou alguma coisa no ouvido, ela riu baixinho. Ele pediu licença a nós para levar a esposa. Eu sorri sem nada dizer. Débora&amp;nbsp;me fitava. Ficamos nós duas. Ela&amp;nbsp;apagou o cigarro antes que ele terminasse: "me aconpanha ao banheiro, preciso ver minha cara". Fomos,&amp;nbsp;Débora ia na minha frente andando meio torta. Tivemos que atravessar&amp;nbsp;a pista de dança, só havia um casal se agarrando. No me encostei&amp;nbsp;numa pilastra no meio do banheiro em frente ao espelho da pia,&amp;nbsp;logo atrás dela. Ela diante do espelho&amp;nbsp;apoiou a bolsa na pia, se olhou,&amp;nbsp;lavou o rosto, enxugou os olhos borrados com papel higiênico. Abriu a bolsa e tirou dela um baton numa cor marron muito feia.&amp;nbsp;Passou na boca me olhando pelo espelho. "Gosto do seu cabelo", disse ela. Esfregou um lábio no outro, guardou o batou se virou para mim apoiada na pia me encarando. Não desviei o olhar. Ela se aproximou de mim, passou a mão entre os meus cabelos. Eu fui ficando gelada, ela olhava minha boca, passou os dedos nos meus lábios e me beijou. Eu tremia toda. Correspondi. Ela me apertava. Me entreguei a ela. "Me acompanha até minha casa, pegamos um taxi, não é muito longe." sussurou Débora, eu estava ofegante.&lt;br /&gt;Fomos para a casa dela, estava muito confusa, mas sabia que queria ir com ela. Passamos a noite inteira juntas. Amei profundamente aquela mulher e entendi toda a situação. Por volta das seis da manhã,&amp;nbsp;disse que precisava ir embora. Ela aproximou o rosto do meu, passou a mão nos meus cabelos e disse em tom suave: "você entende? heim, você entende? Somos um só. Somos todos um só. Não guarde mágoas".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1474836661991133980?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1474836661991133980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1474836661991133980' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1474836661991133980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1474836661991133980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/09/lilas.html' title='Lilás'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-206929069217809783</id><published>2010-08-16T12:51:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T15:23:32.869-07:00</updated><title type='text'>Tananã</title><content type='html'>Anelise fez tudo como de costume. O relógio despertou as 6:30 e ela ficou na cama até as sete. Então, levantou-se, foi ao banheiro, olhou a cara e urinou. Voltou no quarto pegou o celular. Ligou o celular e o colocou na mesa da cozinha.&amp;nbsp;Se pôs&amp;nbsp;a lavar a louça do jantar. Começou pelo copo. "Tananã", uma mensagem. E ensaboava o copo. "Tananã", duas mensagens. Começou a enxaguar o copo. "Tananã", três mensagens. Ainda enxaguando o copo. "Tananã", quarta mensagem.&amp;nbsp;Examinando o copo lavado percebeu uma sujeira&amp;nbsp;e passou a esponja em cima. "Tananã", quinta mensagem. Enxaguando novamente o copo. "Tananã", sexta mensagem. Examinando a provável permanência da sujeira. "Tananã", sétima mesagem. Constantando o copo limpo. "Ah o copo limpo!" e ela o olhava com ar de satisfeita. Mas então muda de expressão se assusta: "pera aí: sete mensagens? SETE MENSAGENS? Oh meu Deus, oh meu Deus!". Num salto pega o celular e confere: sete mensagens. Anelise deixa o copo cair. Enquanto os pedaços do vidro ainda correm para debaixo da geladeira e do fogão, ela já está no quarto aflita e se vestindo depressa. "Rogério, Rogério". &lt;br /&gt;Anelise conhecia Rogério a&amp;nbsp;doze anos, a oito tinham rompido o namoro e a cinco Rogério tinha adquirido toc (transtorno obscessivo compulsivo). Desses cinco a tres eles tinham se tornado bons amigos e a dois Rogério mandava oito mensagens diária, pela manha para Anelise. Rogério considerava "oito" seu número de sorte: o dia em que nasceu sua mãe e ele também, o mês que conseguira ir morar sozinho,&amp;nbsp; a idade em que tinha sido mais feliz porque tinha ganhado um livro que tinha mudado sua vida. O título desse livro Rogério não contava a ninguém, porque não queria que ninguém mais no mundo soubesse o que ele sabia. Ele sabia que muitas outras pessoas haviam lido&amp;nbsp;esse livro além dele, mas ninguém tinha percebido o enigma que havia na oitava linha da oitava página. Caso mais alguém no mundo tivesse percebido, ele saberia. Uma&amp;nbsp;permutação simples da primeira letra de cada uma das dezesseis (duas vezes oito)&amp;nbsp;palavras dessa linha, ia formando um código secreto que havia mudado o que ele entendia&amp;nbsp;por "mundo" para sempre.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Tudo era oito: o número de dias que&amp;nbsp;se hospedava num lugar&amp;nbsp;quando viajava, o número de vezes que tocava uma campainha, o número de vezes que piscava os olhos antes de dormir, a quantidade de torradas que comia no café da manhã e de mensagens que mandava para Anelise todos os dias. Todas as mensagens era iguais: bom dia! Rogério achava que Anelise precisava de oito mensagens para ser feliz e que Deus o tinha incubido da felicidade dela. Eles haviam se conhecido numa sala de espera por atendimento psicológico. Os psiquiatras diziam que Anelise tinha depressão maior, quadro de ansiedade, dentre outros blábláblás&amp;nbsp;e que Rogério tinha o tal transtorno. Há dois anos que Rogério tinha sacado que Anelise precisava de seus oito bom dias para não cair em depressão novamente, tarefa que ele cumpria com gosto e disciplina. Nunca nesses dois anos ele tinha falhado ou se esquecido. As oito mensagens chegavam fizesse chuva, frio, sol; ele estando doente ou são, havendo catástrofe ou o que fosse. &lt;br /&gt;Anelise o achava maluquinho, mas tinha um enorme carinho por ele e respeitava sua teoria, aliás, não tinha mal nenhum, se isso era importante para ele, para ela não havia problema. Achava bonitinho que ele se importasse com ela. Na verdade Rogério se importava antes com ele e mandava mais as mensagens por medo de ser punido pelo Deus, ou pelo fato de que não cumprindo sua tarefa, se sentisse culpado pela recaída&amp;nbsp;que&amp;nbsp;Anelise teria obrigatóriamente perante a doença. Mas o fato é que naquele dia, só haviam chegado sete mensagens. Sete. Algo estava errado.&lt;br /&gt;Mil coisas passavam na cabeça de anelise enquanto ela se vestia apressadamente.&amp;nbsp;Rogério morava sozinho numa rua perigosa do centro da cidade. Anelise já havia o alertado várias vezes&amp;nbsp;sobre&amp;nbsp;assaltantes e sempre o pedia para tomar cuidado, já que se mudar&amp;nbsp;era inviável. Já havia um tempo que Rogério vinha percebendo que um certo homem o vigiava, sempre falava dele para Anelise.&amp;nbsp;O fato é que ela nunca&amp;nbsp;acreditou&amp;nbsp;muito nele, achava que era mais uma&amp;nbsp;fantasia da cabeça dele. Claro que quando ele contava, ela fingia dar maior atenção e demonstrava uma preocupação enorme, sempre dizendo a ele que o melhor era se mudar logo. "Você sabe que não posso&amp;nbsp;Ane, preciso esperar&amp;nbsp;completar oito anos de moradia para que possa me mudar.". Anelise achava graça e ria escondido pelo telefone. Sabia que a amizade dos dois só existia pela confiança que um tinha no outro e&amp;nbsp;pelo fato de que se compreendiam e se respeitavam.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Agora, Anelise se sentia culpada por não ter&amp;nbsp;levado Rogério tão a sério e&amp;nbsp;as lágrimas rolavam de seus olhos.&amp;nbsp;Não escovou os dentes, não penteou o cabelo, pôs uma meia furada e o casaco do avesso. Foi atrás do homicida. Pegou um taxi até o prédio de Rogério, pediu que o taxista esperasse, teve medo de que precisasse sair correndo do assassino. Só aí que ela pensou que o assassino ainda poderia estar no apartamento. Perguntou por Rogério ao porteiro, mas ele disse que estava entrando agora no turno e que o outro porteiro tinha acabado de sair e que não sabia nada do&amp;nbsp;Seu Rogério não senhora. Anelise respirou fundo. Preferiu ir de escadas para fazer menos barulho. Já tinha ido longe demais, por mais que estivesse com medo,&amp;nbsp;não podia deixar seu amigo sozinho. Talvez ele ainda estivesse vivo,&amp;nbsp;e esperatemente mandou apenas sete mensagens para que Anelise percebesse e viesse socorre-lo. Anelise suava frio, já se arrependia de não ter pego elevador: Rogério morava no oitavo andar, claro. Por um lado foi bom porque estava tendo tempo de pensar. Estava começando a medrar e chorava de nervoso. A tensão estava tomando conta dela, snetia seu corpo tremer e o suor descer gelado. O estômago doía, a boa ficou seca, a respiração mais e mais ofegante a cada lance de escada. &lt;br /&gt;Estava com frio, pensava em Rogério, somente em Rogério. No dia em que haviam se visto pela primeira vez, de como ele a sempre fez rir, dos anos que passaram juntos, de quando conheceu a mãe dele e&amp;nbsp;como ele era feliz ouvindo as oito badaladas que a igreja perto da casa de sua mãe dava as&amp;nbsp;oito horas em ponto. Lembrou-se de tudo e também dos momentos ruins, e começou a se sentir mal por rir de Rogério escondido. E chorou, teve que parar no oitavo andar para chorar. A cabeça confusa, não sabia que fazer. Ficou um bom tempo ali no sexto andar. Parou de chorar, ficou um bom tempo contemplando o nada e se preparando para o pior. Tomou força e subiu os dois andares finais. Já no oitavo andar foi andando até ver reluzir na luz do dia o número "808"&amp;nbsp; na porta. Que faria? Que faria? Foi quando ouviu o elevador, ela estava de frente para elea alguns poucos metros de distância, viu quando ele parou no andar que ela estava. Estava atônita, sem palavras, sem reação. A porta do elevador se abriu e surge Rogério suado com uma sacolinha na mão. "Minha amiga, que faz aqui!? Anelise que houve? Está pálida, está chorando." Ele&amp;nbsp;ia andando apressado até ela que o olhava como qem via um fantasma. Ele a segurou forte pelo braço e olhou dentro dos olhos e antes que perguntasse o que havia ela disse quase sussurando: "sete mensagens". Ele estatelou os olhos, ficou nervoso. "Eu sei, eu sei, me perdoe. Ai meu Deus... meus créditos! Meus créditos acabaram, demorei até consegui achar um cartão da Oi, não tinha na banca aqui da calçada, nem na padaria aqui da frente, tive que andar um bocado, não sei que houve nessa cidade, só fui achar muito lá embaixo perto do bar do&amp;nbsp;Jorge... mas eu mandei a mensagem! Assim que consegui o cartão, você não recebeu?".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-206929069217809783?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/206929069217809783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=206929069217809783' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/206929069217809783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/206929069217809783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/08/anelise-fez-tudo-como-de-costume.html' title='Tananã'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-2417166694840515640</id><published>2010-08-10T17:07:00.000-07:00</published><updated>2010-08-10T17:07:03.245-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A minha gana é alta. Eu quero o impensável do pensamento. Eis o meu constante exercício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-2417166694840515640?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/2417166694840515640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=2417166694840515640' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2417166694840515640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2417166694840515640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/08/minha-gana-e-alta.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-5092710624896667633</id><published>2010-08-07T05:49:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T13:32:24.332-07:00</updated><title type='text'>Andrade Neves</title><content type='html'>Hoje me aconteceu algo que me fez querer contar. Como não sabia para quem, decido não contar para ninguém. Estava vindo da análise (da minha análise), pela rua que passo pelo menos duas vezes por dia. Já morei nessa rua por uns oito meses e há quase dois anos moro numa rua que a cruza. Gosto muito dessa rua e nem sei porquê, ela é não tem nada demais, talvez por não ser muito movimentada e já ser familiar, já fazer parte do meu cotidiano. Além de tudo eu a acho bonita, talvez pela simplicidade. Muita gente diz que é perigosa, mas nunca tinha me acontecido nada nela até hoje. Fui assaltada. Mas o assaltante não levou nada. Pode parecer cômico. Um moleque que devia ser mais novo que eu me encurralou na calçada: de um lado ele de bicicleta e do outro um caminhão, que não me deixava sair da calçada para a rua. "Perdeu, perdeu". Eu como sempre, estava distraída e quando vi aquele menino se aproximando de bicicleta, vindo na minha direção (na verdade, me atropelando), achei que ele ia falar alguma gracinha e passar. Que nada. "Perdeu, perdeu" . Eu tentei dar a volta pela frente do caminhão, mas ele segurou minha mão. "E se tentar correr, vai tomar", nessa hora já tinha soltado minha mão e colocou a mão na cintura como que me dizendo que tinha uma arma na bermuda. Taí, pensei, mentira. Primeiro blefe. "Me passa o cordão". Eu franzi a testa e sacudindo a cabeça disse com má vontade, como que está de saco cheio, aborrecida, entediada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso aqui nem é ouro, isso aqui é bijuteria meu filho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Né de ouro não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso aqui é ouro? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei tirando sarro mesmo, tipo "fala sério!". Segundo blefe: o cordão não era de ouro, mas um dos três pingentes era, uma figa que ganhei da minha mãe quando nasci. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... passa o telefone então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Queee telefone, que telefone, to saindo academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro blefe: tinham quatro celulares na minha mochila, um estragado, um com visor queimado e dois funcionando perfeitamente bem. Não estava com roupa de academia, tinha ido cedo para a academia, tomado banho lá, ido para minha análise e por fim, estava indo para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, então vai... mas ohhh, se não viu nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sai atordoada, não sabia se ria, ri. Saí pensando: "vê lá se eu ia perder minha figuinha assim...". Como tudo aquilo tinha sido inesperado, como se eu não estivesse afim de ser assaltada: "Ah não, hoje não!". Fiquei espantada comigo mesma. Muito espantada. Eu, não só negociei, como tirei uma com a cara do cara. Jesus! Me lembrei de uma vez que reagi assim. Ainda morava em Barra do Piraí, estava no terceiro ano do ensino médio e ia a pé e volatva apé para a escola. Minha pagava a passagem de volta, mas eu preferia economizar. O fato é que eu sempre encontrava com um cara bêbado de manha indo na minha direção contrária e que sempre me cantava. "Você é o amor da minha vida". Achava que era com todo mundo, até que um dia percebi que era pessoal: "eu te vejo passar todo dia, você é linda". Opa! O bêbado marca minha cara sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha casa é numa subida e antes da subida, na calçada da rua tem um orelhão. Nessa época a conta de telefone lá de casa andou vindo alta e eu tinha comprado um cartão de telefone para ligar desse orelhão que é pertinho. Estava eu no orelhão, tentando ligar quando sinto uma mão no meu ombro, sorri achando que era algum conhecido. Quando olhei para o lado era o bebum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você é o amor da minha vida, casa comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sai daqui, sai, sai, sai fora, mete o pé... anda, mete o pé... vaza, vaza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bebâdo que estava bêbado tentou argumentar, falou algumas coisas e tinha um cara com ele que me fez o favor de convevê-lo a ir embora. Puta-que-pariu! É: PUTA-QUE-PARIU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a mesma sensação, fui para casa suando, morrendo de medo e assustada comigo mesma. Que isso! Expulsei o cara, eu tô maluca. Gente e se tivesse acontecido isso,k aquilo, aquilo outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje também fiquei pensando nos milhões de coisas que poderia ter me acontecido. Cheguei em casa suando, pensei em ligar para casa e contar a minha vó. Ela ia reagir bem e depois meu tio ia encher a cabeça dela e ela me ligaria preocupada dizendo para eu não fazer mais isso, que é muito perigoso e que dessa vez eu tinha dado sorte e não se deve reagir a assaltos e blá, blá, blá. Não liguei, nem vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando nisso o dia todo e já ri várias vezes. Só que estou com medo. Medo. Também tive medo do bêbado me encontrar de novo depois do dia do orelhão. Me encontrou e nada aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um certo desejo de encontrar o moleque de novo, ele passou por mim mais a frente no caminho, contornou de bicicleta e entrou numa outra rua. Nessa hora estava de cabeça baixa com um leve sorriso e quando o vi, engoli o sorriso com medo de que ele desconfiasse que estava blefando. Tinha que voltar a UFF a tarde e fui por fora, não passei pela rua do assalto, fiquei com medo de encontrar o tal. Mas fiquei com vontade de conhecer aquela pessoa, de ouvir sua história ou o que ele tem para dizer. Acho que é culpa da psicologia. É, eu tive vontade de atendê-lo e estou com medo de fazer o convite se o encontrar de novo. Não dá para saber como vou reagir. Fiquei imaginando como seria, atender no spa um "assaltante", vulgo "pivete".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que apesar do medo acho um desaforo não passar pela rua que tanto gosto por causa desse tipo de coisa. É como se ele estivesse roubando a rua de mim, rua que eu acho que é mais minha do que dele. Sei também que a televisão não tem feito bem a esse moleque, parece que aprendeu assaltar assim. Cheio de clichês, de frases prontas, parecia tudo uma novela ou um filme de quinta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-5092710624896667633?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/5092710624896667633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=5092710624896667633' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5092710624896667633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5092710624896667633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/08/andrade-neves.html' title='Andrade Neves'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4588034224795141118</id><published>2010-07-26T06:27:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T06:27:27.647-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Confesso estar devagar, mas pensei em tantos textos...&amp;nbsp; Sei que ainda poderia os escrever, mas perdi a emoção deles. E&amp;nbsp;coisas sem emoção já não me interessam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4588034224795141118?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4588034224795141118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4588034224795141118' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4588034224795141118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4588034224795141118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/07/confesso-estar-devagar-mas-pensei-em.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3820543142373929359</id><published>2010-06-21T09:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-18T11:05:57.965-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando&lt;span style="color: black;"&gt; Júlio pediu para voltarmos, disse assim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Os nomes para mim não importam, importa mais o lugar em que me põem. Você me pede que te chame de Lito, mas Lito só existe enquanto existe Nãnã e Nãnã hoje, não existe mais. Agora, tem Fernanda, tem Nanda que é como me chama minha mãe, tem Dinha que é como me chamam minhas amigas. Nãnã tem, mas no passado. Tem, quando tinha o que a gente era. Só enquanto pensamos nela, é&amp;nbsp;que ela existe.&amp;nbsp; E isso somente&amp;nbsp;enquanto abstração e não mais em concretude tal que possas abraçá-la para matar a saudade que dela tens. Somos outros agora. Todas as suas palavras, de que&amp;nbsp;anseia por ter&amp;nbsp;contigo&amp;nbsp;aquela menina, te digo que também poderia eu sentir o mesmo por ela, porque ela já não sou eu.&amp;nbsp;Nem é parte de mim enquanto propriedade individual, e há tanto dela em mim quanto em ti. Porque ela era fruto nosso.&amp;nbsp;Ela foi um momento que fui e que ficou lá, junto com o momento. Hoje olhando para ela, a torno diferente. E você também a modifica e não é daquela que sente falta, mas dessa que&amp;nbsp;em mim busca, que em mim cobra correspondência. É&amp;nbsp;por essa&amp;nbsp;que você inventou que choras&amp;nbsp;e não percebe que ela é diferente da outra. Da mesma forma que não percebe que eu&amp;nbsp; não poderia ser nem aquela que você amou, nem essa que aqui está a me pedir.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não dá para voltarmos a ser o que um dia fomos e se me pede isso, sinto não poder fazer nada por ti. Se ao invés disso me pedisse para invertarmos outro algo junto, eu poderia, mas voltar já não posso, não podemos. Aquela menina não está mais vivendo e se acaso tivesse me pedido não para tê-la novamente, mas sim para ir junto comigo construindo isso que agora me&amp;nbsp;vai sendo possível, poderia te dar saciedade.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas, essa sede que me mostra já&amp;nbsp;não posso dar fim.&amp;nbsp;É que me pede tudo que já não tenho mais e despreza o que poderia conhecer, então, não vejo mais como Nãnã e Lito virarem outra coisa, para além de Fernanda e Júlio, não nesse instante em que só consegue me ver Nãnã e eu te ver Júlio. Em tempo diferentes não dá para se encontrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi quando ele&amp;nbsp;levou de volta ao bolso uma carta que reconheci&amp;nbsp;como presente meu pelo&amp;nbsp;papel.&amp;nbsp;Já não tinha provas para me dar em prol de uma causa perdida.&amp;nbsp;Tudo aquilo me dóia tanto quanto a ele doía, mas nem disse isso a ele, preferi deixar que ele fosse... Eu entendia o quanto é&amp;nbsp;enorme o sofrimento da saudade de algo que já&amp;nbsp;não há jeito de&amp;nbsp;pôr fim, porque não há como possuir. Não, por impedimento que ainda permita esperaça de um dia acabar, mas pela&amp;nbsp;próprio fato da coisa não haver no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O anel que tu me destes era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3820543142373929359?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3820543142373929359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3820543142373929359' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3820543142373929359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3820543142373929359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/06/quando-julio-me-pediu-voltarmos-eu.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-7046593810097700835</id><published>2010-05-31T10:48:00.001-07:00</published><updated>2010-05-31T10:48:35.615-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em bar de bebum, caro é amendoin.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7046593810097700835?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7046593810097700835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7046593810097700835' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7046593810097700835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7046593810097700835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/05/em-bar-de-bebum-caro-e-amendoin.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3008295494613950019</id><published>2010-05-05T17:09:00.001-07:00</published><updated>2010-05-05T17:09:48.340-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O que você prefere: copa ou raíz?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3008295494613950019?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3008295494613950019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3008295494613950019' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3008295494613950019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3008295494613950019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/05/o-que-voce-prefere-copa-ou-raiz.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-6148741189082953230</id><published>2010-04-09T11:01:00.000-07:00</published><updated>2010-04-10T06:05:23.032-07:00</updated><title type='text'>Sexta- feira Santa</title><content type='html'>Pode parecer pretensão. E, na&amp;nbsp;verdade&amp;nbsp;é. Joana achava que Vitor tinha ficado muito chato sem ela. Fazia dois anos e dois meses que eles tinham terminado e ela o acompanhava a distância. Hoje em dia, com a internet, podemos espiar quem a gente quizer, todo mundo acabou capturado por alguma artimanha virtual. De vez em quando ela o fuçava. E tudo que ela encontrava era uma versão de outra coisa. É, como se ele houvesse se tornado uma versão de si mesmo e mentisse, mentisse muito sobre quem era. Inventasse histórias e mais histórias de si mesmo e para si mesmo, só para não aparecer, para não se mostrar, se proteger do mundo, das mulheres. Era claro que Vitor não queria atrair mulheres, não com todo aquele papo chato de futebol, política e baboseiras inúteis que ninguém quer saber de fato. Tudo bem que o que todo mundo quer saber, a gente não deve mostar para criar um certo mistério e dispertar o anseio pla descoberta, aguçar a curiosidade. Mas convenhamos que esse papinho furado repelia, não instigava. "Será que ainda me ama?". E empalideceu a essa revelação. "É isso, é obvio, ainda é apaixonado por mim!", foi a resposta que encontrou para toda chatisse do ex-namorado. "Por isso toda essa caricatura, quer afastar a todas porque no fundo me quer! Coitado, e não deve estar com coragem de dizer...". Não depois do grande fim. &lt;br /&gt;Joana ficou algumas noites pensando em como contar a Vitor que ela já sabia e poupá-lo de todo constrangimento de ter de lhe contar a verdade. Decidiu ligar para Vitor para marcar uma saída. Ela sentiu mesmo aquilo como uma obrigação, o pobre estava mesmo precisando de ajuda, precisava mesmo que Joana voltasse a dar a ele alegria de viver. Morar na internet não é vida. Ela ficava imaginando que ele devia passar o fim de semana inteiro dormindo, twittando e vendo filme pornô fazendo exatamente o que estão pensando. Pobre Vitor! Certamente precisava de uma mulher! Todos aqueles textos e discursos estavam precisando de um pouco de cor de rosa, todos fedendo a casa suja e com aspecto de barba por fazer. E não precisava de uma mulher qualquer, senão já teria conseguido, era dela que ele precisava, de Joana, era porque sentia falta dela e somente dela. Encontar Vitor era mais do que um favor pelos anos felizes que tiveram, era sua missão. Questão mesmo de acertar as contas com Deus. &lt;br /&gt;Respirou fundo como se recebesse a benção e ligou. Vitor pareceu surpreso, mas aceitou encontrá-la, achou que a coitada estava precisando tirar o atraso. Marcaram para sexta.&amp;nbsp;Ela encheu&amp;nbsp;a alma&amp;nbsp;com a satisfação dos justos, dos bons de coração, dos piedosos. Faria o que fosse possível em nome da caridade. Era muito prestativa a Joana, jamais deixaria alguém assim, na mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-6148741189082953230?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/6148741189082953230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=6148741189082953230' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6148741189082953230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6148741189082953230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/04/sexta-feira-santa.html' title='Sexta- feira Santa'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1913160913461788680</id><published>2010-04-03T16:56:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T11:36:10.823-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se dizem que a gente é&amp;nbsp;que atrai as coisas, como é possível culpar o destino por nos fazer lembrar de alguém?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1913160913461788680?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1913160913461788680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1913160913461788680' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1913160913461788680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1913160913461788680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/04/se-dizem-que-gente-atrai-como-e.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-7256823072095078150</id><published>2010-03-15T13:19:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T13:19:20.054-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E se eu te disser que o que eu faço não tem nome, só tem cor, só tem brilho, só tem tom.&lt;br /&gt;E se eu te disser que sou inominável, escapo de onde me emolduram, escorro de onde me colocam.&lt;br /&gt;E seu eu te disser que sou agora, depois não sei e amanhã serei mais.&lt;br /&gt;Terás que me revirar dos pés a cabeça a todo momento, e por todos os dias (até o fim de minha ou de sua vida),, para me conhecer, saber minhas causas, saber o que causa, o que me passa. Terá que ter fôlego para experimentar o que me torno a cada instante. É trabalho incessante, sem fim. Por outro lado, assim te oferecerei toda gaça de quem está está sempre descobrindo, sempre deslumbrado ou assustado ou sejá lá como te deixe. Infinitas possibilidades, menos o tédio de uma verdade suprema: és tudo o que posso te ofertar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7256823072095078150?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7256823072095078150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7256823072095078150' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7256823072095078150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7256823072095078150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/03/e-se-eu-te-disser-que-o-que-eu-faco-nao.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4420557822537227226</id><published>2010-03-05T14:22:00.001-08:00</published><updated>2010-03-05T14:39:18.385-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Raiva. Muita raiva. Era tudo que Ana Maria conseguia sentir nesse momento. Nada menos cabível. A vida tinha andado, finalmente. Desde os 15 anos estava emocionalmente envolvida com um mesmo rapaz. Mesmo que ele nunca venha a saber disso. Uma amor de menina, puro, simples, bobo: risível. Aff! Foram penosos três anos de amor calado, num silêncio que seria de túmulo, como dizem, mas a expressão aqui não ficaria boa, pois o amor não morreu. E amor enquanto não morre, aumenta. E assim foi. Ana Maria nutria esse sentimento com colheradas fartas de fantasias, de vontades, sonhos banais como comer brigadeiro embaixo do cobertor num domingo de chuva e frio. Suspirava imaginando a presença diária de Ricardo, seu sorriso perfeito. Imaginava com ele o acordar, o fim do dia. Ficava remontando com ele cenas de cinema e comercial de margarina. Os atores: ela, ele e três filhos homens loiros como o pai. Chegava mesmo a encenar certas fantasias e por vezes se pegava falando com ele, sozinha. Era como se ele realmente estivesse com ela as vezes. Ela sentia a presença dele de uma maneira triste de quem sabe que está se enganando. Enfim, assim foi por três longos anos de encontros ao acaso. E agora, sem mais nem menos, ela tinha enfim, se apaixonado por outro. E como assim se apaixonado por outro? Depois de tantos e tantos dias sofridos, sonhando, desejando, planejando... e tudo teria de ficar assim, perdido, largado, irrealisado, abandonado como uma caixa de sapato que ninguém guarda sapatos e então, não serve para mais nada. Quanta imaginação disperdiçada, quantos suspiros em vão. Que maldição, que peça o destino tinha lhe pregado. Ora quem diria, apaixonada por outro. Apaixonada por Getúlio. Homem sem graça, homem miúdo, homem pálido sem expressão, sem menor jeito de homem, homem que faça filhos (que dirá filhos homems). Entretanto, Getúlio era dono das fantasias sexuais mais cabulosas que Ana Maria poderia pensar.&amp;nbsp;Não, não podia ser, isso não podia estar acontecendo com ela. Era muita injustiça para ser verdade. Isso devia ser coisa dos hormônios, muito tempo se guardando para um homem só dá nisso, a pessoa endoidece. Que fazer agora? Sonhar tudo denovo? Porque ela não iria dar a Getúlio os sonhos mais lindos de sua vida, os sonhos que não eram dele, não eram para ele. Era a vida com Ricardo. Era a vida feliz com Ricardo. Isso não combinava com Getúlio. Com ele a coisa era outra, era pele, era beijo, era amasso. Logo com aquele homem, que para morto, bastava perder a vida. Cruzes. Muita raiva, muita raiva. Ana Maria bufava de raiva. Agora, tinha dois amores, amava dois homens. E como pode ser isso, como pode querer a dois para ter do lado. Na verdade Ricardo era pra ter do lado, Getúlio era para ter emcima. Será que ela estaria condenada a sujeira de ter um amante para o resto da vida? Será que mesmo&amp;nbsp;que se&amp;nbsp;casasse com Ricardo, não haveria de tirar da mente os sonhos impuros com Getúlio? E teria de o procurar nas tardes em que o marido estivesse trabalhando e tivesse que arriscar todo seu casamento de margarina por insaciáveis aventuras carnais? Céus, esses pensamentos só a deixavam querendo mais. Os dois. E por fim se enchia de raiva e mais raiva. Como ela podia ter deixado isso acontecer, como ela tinha se deixado levar pelos encantos moribundos do outro. Será que nos dias de hoje não se pode confiar nem em si mesmo? Sua vida era tão feliz e amável enquanto tinha sido fiel a um homem só. E se a solução fosse acabar com Getúlio? O outro é que ela não ia querer ver num caixão. Será que depois que a morte&amp;nbsp; levasse Getúlio de todo, ele ainda atormentaria seus pensamentos e ela acordaria no meio da noite suando frio, gelada pelo desejo nunca realisado? Uma desgraça, era isso que sua vida era agora, arrastada ao amor por dois homens, dois homens! Deus jamais a perdoaria por tanta gula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4420557822537227226?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4420557822537227226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4420557822537227226' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4420557822537227226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4420557822537227226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/03/raiva.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-2481272968665623136</id><published>2010-02-28T06:58:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T07:02:43.329-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Marta não falava a verdade porque era boazinha. Nem por apreço a moral e aos bons costumes. É só porque falar a verdade dava menos trabalho. Mentir requer muita criatividade e disso, ela tinha pouco. Inventar histórias nunca foi seu forte. Não que fosse de todo incapacitada para inventar, mas era tão mais fácil dizer tudo como tinha sido. Sem falar que evitaria problemas futuros. Ela nunca seria pega, não tinha trapaceado. Por outro lado, uma mentirinha ou outra poderia ter lhe salvado centenas de vezes e evitado muitos problemas futuros. Nem sempre a verdade é bemvinda. Nem sempre a realidade dos fatos faz bem. Marta considerava isso um efeito colateral, quanto a ele não havia o que fazer, eram as consequências irremediáveis. Já os frutos da mentira, eram todos crias dela (de Marta e sua invenção). Marta sabia que falando a verdade ou a mentira, haveriam mal intendidos, corria-se riscos. Uma verdade pode trazer tanta destruição quanto&amp;nbsp;a falta dela. Então, melhor&amp;nbsp;falar tudo tim-rim-por-tim; além de menos trabalhoso, ainda se sai bem falado. Se algo desse errado porque Marta&amp;nbsp;omitiu e inventou detalhes ou todo o tudo, a culpa seria,&amp;nbsp;logicamente, dela. Ela teria que&amp;nbsp;carregar esse peso para toda a vida. Já se,&amp;nbsp;tudo desandasse por causa do que realmente aconteceu, a culpa não era dela, era do acontecido, das circunstâncias, do acaso (para os descrentes) ou do destino (para os que tem fé).&amp;nbsp;E ela poderia sofrer, mas não poderia ser menos julgada do que qualquer um dos demais&amp;nbsp;envolvidos nas circunstâncias. O que&amp;nbsp;era, definitivamente um consolo, um alívio. Quem pode contra a própria consciência? É por isso que Marta achava que é preciso muito peito para mentir. Ao contrário do que a maioria pensa, Marta achava que é preciso muita coragem para dizer uma mentira e correr o risco de ser atormentado por ela até o leito de morte. Por isso, ela se colocava na ala dos covardes, dos mais racionais e menos inventivos. E assim, Marta não podia deixar de sentir remorso e de se criticar por ser tão apática. E, no fim das contas, apesar de tudo, acabou muitas vezes se sentindo culpada. Culpada sim, por não ter mentido, por não ter tido a virtude da mentira que teria sido tão mais confortável, tão mais certa. Quantas coisas Marta tinha destruído e visto cair por causa de sua sinceridade. Quanta dor ela sentia escondida, buscando sempre sua lógica de pensamento para lhe dar um alento, para aliviar a culpa. Por mais que a lógica lhe dissesse que ela estava certa em cumprir com a verdade, ela se sentia medíocre.&amp;nbsp;Quanta coisa uma mentira pode evitar. Porque jogar tudo por terra, se uma mentira mantém toda ordem? Porque não aceitar a mentira se a realidade é tão maléfica? Se tantas verdades são temporárias, qual a diferença? Amanhã poderão ser mentiras; e as coisas mais inacreditáveis, outrora, não poderão virar as mais certas... Qual seria pior, o que seria mais digno de covardia&amp;nbsp;ou heroísmo? Quem pode julgar? A consciência é juíz justo? A consciência é juíz justo. Até que se prove o contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-2481272968665623136?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/2481272968665623136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=2481272968665623136' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2481272968665623136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2481272968665623136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/02/marta-nao-falava-verdade-porque-era.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-6963045769406938272</id><published>2010-02-25T12:02:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T12:02:24.818-08:00</updated><title type='text'>#4</title><content type='html'>Essa foi para minha avó. &lt;br /&gt;Gostei muito, quase arrisco a dizer que foi a preferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S4bW-C4I1EI/AAAAAAAAAGM/9LjdIO79x5o/s1600-h/Horto+vr+-+02-2010+034.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S4bW-C4I1EI/AAAAAAAAAGM/9LjdIO79x5o/s320/Horto+vr+-+02-2010+034.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-6963045769406938272?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/6963045769406938272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=6963045769406938272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6963045769406938272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6963045769406938272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/02/4.html' title='#4'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S4bW-C4I1EI/AAAAAAAAAGM/9LjdIO79x5o/s72-c/Horto+vr+-+02-2010+034.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8041985379653461781</id><published>2010-02-20T08:29:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T08:29:29.677-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E ninguém liga se no meio da noite eles trocam de perfume e ela vai embora com o cheiro dele e ele vai embora com o cheiro dela. A brincadeira de vice-versa é das mais gostosas. É como se&amp;nbsp;levássemos um pedacinho alheio para casa. E quem pode dizer o contrário? O cheiro é das coisas mais fiéis que alguém pode ter, mais intrínsecas, mais pessoais, mais características.&amp;nbsp;É sim, uma parte do outro (e tal como outra qualquer, volátil).&amp;nbsp;&amp;nbsp;E o olfato é&amp;nbsp;o órgào mais atento, mais sensível as lembranças.&amp;nbsp;Cheiro disperta. Cheiro não se confunde. Por mais que seja a originalidade vinda de um vidro comercial, essa logo se dissolve, se perde. No fim, no fim da noite, o que fica é sempre o cheiro honesto, o cheiro de verdade, da verdade. O cheiro enganador fica pelos lençois. Na pele, fica mesmo é o cheiro da carne, o cheiro do corpo, o doce cheiro das travessuras a dois. E é esse cheiro que levamos do outro quando nos despedimos. É esse cheiro que sentimos pena de perder ao tomar banho. Mas não entenda isso como um roubo. A maravilha dos odores é exatamente a perpetuação, sua capacidade de multiplicar-se. O cheiro próprio se doa, mas sem nunca se perder.&amp;nbsp;É o&amp;nbsp;milagre compartilhado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8041985379653461781?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8041985379653461781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8041985379653461781' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8041985379653461781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8041985379653461781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/02/e-ninguem-liga-se-no-meio-da-noite-eles.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1791643517490741385</id><published>2010-02-08T12:31:00.000-08:00</published><updated>2010-02-09T07:05:08.590-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Desde quando ele se foi, Catarina não trocou mais o lençol da cama de casal. Completariam 4 meses na próxima semana. Resolveu cultuar as escamas mortas da pele dele (pele rosada, pele frágil). Preferia assim. Lençóis alvos não tem história. Assim como a moça fiel que se casa nova abdica de ter dentro de si outros tantos. Adbica para ser cândica, lívida. Abdica porque acha que assim que deve ser, porque se sente completa com o que tem, porque não precisa de mais. Digamos que os que se contentam com pouco são os que não se perderam conhecendo todo o resto. E isso ela já era. O papel da lividez era dela e a ela bastava. Não tinha espaço na cama para mais disso. Não era com isso que ela queria dormir todas as noites. Seu companheiro deveria ser diferente.&lt;br /&gt;Ao contrário dos que amam as páginas em branco porque sempre poderão enchergar nela mil possibilidades, ela preferia conviver com as escolhas. Não gostava do jogo de não ter nada para poder ter tudo. Apesar disso, sempre desejou a presença dos que contemplam e tem medo de serem presos pelas artimanhas das opções que fazem. Dos que acham que mais pesa o que perdem, do que o que ganham, quando optam. Traiçoeiro livre arbítrio.&lt;br /&gt;Ela gostava das marcas, era uma mulher de escolhas, das que seguem caminhos, mesmo sabendo que assim acaba perdendo outras trilhas. A curiosidade nunca foi seu forte. Era mulher de ganância pequena, nunca desejou o mundo todo para si. Só queria parte dele. Uma pequena parte era suficiente. E justo a parte que mais desejou, tinha ido embora a 4 meses. Mas, quem podia culpar o mundo por isso, por ter pego de volta parte que lhe cabia? Quem poderia culpar a ela por ter se metido pelos caminhos que se meteu? Caminhos que a levaram aonde estava. E quem poderia ainda, culpar a própria parte escolhida por ter reivindicado seu direito de ir e vir? Ninguém tinha culpa. Culpa não era a questão. A questão era a história. Culpa não pertencia a ninguém, mas a história sim. A história era de muitos, inclusive do lençol. Não seriam as mão de Catarina que iriam arrancar daquele lençol, as histórias que tinham. Não era justo, não seria justo. Definitivamente ela não tinha esse direito. E por isso e por tantos outros mais, ela não o fez. Obviamente ninguém sabia disso. Do lençol. Todos achavam que ela estava reagindo bem ao término do casamento. E estava, realmente estava. Mas se ela contasse a alguém sobre o lençol, iriam criar problemas, tornar o que estava tudo bem em problema. E ninguém gosta de problemas. Melhor que fique tudo assim como está. Em time que está ganhando não se mexe. E ninguém mais tocava no assunto do casamento, não tinha porquê trazê-lo denovo para mais discussões. Só o lençol ainda lembrava do casamento. E de tudo mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1791643517490741385?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1791643517490741385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1791643517490741385' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1791643517490741385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1791643517490741385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/02/desde-quando-ele-se-foi-catarina-nao.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-5840225514580366839</id><published>2010-02-04T21:36:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T07:16:22.029-08:00</updated><title type='text'>#3</title><content type='html'>As costas da camisa. Esse tipo de malha não é&amp;nbsp;tão bom de pintar, mas valeu o teste.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S2uuyFqIDJI/AAAAAAAAAFc/qXMjn0E7HLI/s1600-h/mambucaba+2010+039.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434629550888193170" src="http://2.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S2uuyFqIDJI/AAAAAAAAAFc/qXMjn0E7HLI/s320/mambucaba+2010+039.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 202px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-5840225514580366839?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/5840225514580366839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=5840225514580366839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5840225514580366839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5840225514580366839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/02/mais-uma.html' title='#3'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S2uuyFqIDJI/AAAAAAAAAFc/qXMjn0E7HLI/s72-c/mambucaba+2010+039.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-6941568076750301938</id><published>2010-01-18T09:06:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T15:29:38.870-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As minhas mentiras, tenho reservado às palavras mudas da minha escrita. Entretanto, por mais sinceridade que eu possa trazer em mim, só conseguirão enchergar versões daquilo que trago. Não é que sejas mal leitor ou eu seja pobre artista. É só que seus olhos veêm o que querem, querido. Sua vontade é criadora (e criativa). Sou eternamente fruto de suas mãos, objeto de seu pensamento, construção sua, mas realidade minha: molde, sempre a escapar da forma que queres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-6941568076750301938?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/6941568076750301938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=6941568076750301938' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6941568076750301938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6941568076750301938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/01/as-minhas-mentiras-tenho-reservado-as.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3341888103602028148</id><published>2010-01-13T04:43:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T09:15:14.645-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>São 2:24 da madrugada de quarta-feira. Melina deveria estar dormindo, no entanto, a descoberta que fez entre os lençois lhe atormenta a cabeça de tal forma que o cansaço do corpo não vence a inquietação. Arrependimento: "Deveria ter me cansado mais durante o dia...". Não tinha atingido a exaustão nescessária para cessar o movimento da mente. E que maldita é a mente! Já estava quietinha em sua cama, no quarto mais fresco da casa, com ventilador de teto a espantar pernilongos quando se viu diante da revelção mais irremediável dessa fase de sua vida: era amor. Amor dos bons, dos verdadeiros, amor para uma vida toda, vida esta que estaria condenada a partir de então. Aff... Até pior, para mais de uma vida toda, afinal, o destinatário desse sentimento todo era morto. Tinha falecido a dois anos e levado com ele o pulmão de Melina. Desde então, ela passou a fumar cada vez mais e fumava hoje em dia mais de um maço por dia. Nas noites abafadas de insônia como essa, chegava a dois maços fácil. No maço do beiral da janela, restavam cinco resistentes cigarros. Cigarros como guerreiros que eram abatidos depressa, na perda da batalha contra ela mesma. O sexto guerreiro estava entre os lábios dela, vencido. Os olhos de Melina se perdiam nas luzes amarelas dos postes distantes que a janela do terceiro andar avistava com certa dificuldade perante o breu, que era maior. A fumaça que escapava se ia para perto do breu, da noite quente, de bafo seco.&lt;br /&gt;Átila era o nome do defunto. Não que tivesse morrido de corpo realmente, sua matéria sobrevivia no estrangeiro. Tinham se conhecido, Melina e Átila, no carnaval que ela tinha passado com as amigas na capital. "Cordão do Boitatá".  Foram logo queimando de paixão desde o primeiro beijo, no domingo de manhã de sol de pedir arrego em que o bloco seguia, e só terminou a noite, na cama de um muquifo qualquer da Lapa. O carnaval sempre gosta de terminar na Lapa. Fim do sexto cigarro. O calor dessa noite era tão estrangulador quanto o daquela outra, do domingo de carnaval de dois anos atrás. Tanto calor foi um certo problema para Átila. Mesmo já estando no Rio a um més por conta da doença de um tio-avô, ainda não havia se acostumado, não era do litoral de sua terra. Apesar de peruano, Melina achava que ele entendia do calor como ninguém, principalmente do calor que vinha dela. Era o que ela sentia entregue aos carinhos dele até a quarta-feira de cinzas (que não podia ter nome mais apropriado). "Pelo menos ainda é América Latina... e ainda tem os primos cariocas.." e ela ria de tanta dor e azar que tinha. Continuaram se falando por dois meses com a ajuda da tecnologia, principalmente internet, porque telefone era um verdadeiro assalto. Melina ia toda noite na casa da sua tia entrar na internet. Como eram vizinhas e a internet de casa era incrivelmente discada, mesmo depois sendo coisa aparentemente rara hoje em dia, isso de internet discada. A de Melina ainda era. Melina tinha sido criada com sua prima Estér, sempre foram vizinhas e confidentes. Estér tinha passado aquele carnaval com Melina como de costume e sabia de toda história, não podia negar-lhe cumplicidade. A internet. Via de mão dupla no relacionamento dos dois. Diante do monitor Melina pode conhecer melhor seu amoado e também toda família dele. Átila era casado. Malditos sejam os sites de relacionamento. E olha que ela demorou a descobrir. Na verdade, foi por muita insistência da prima que ela o procurou na rede. Melina acreditava na palavra de Átila, que dizia não ter tempo para essas coisas. &lt;br /&gt;Átila tinha vindo ao Brasil por conta da morte desse tal tio-avô que na verdade preenchia o lugar de avô para ele. Seu avô tinha morrido quando ele tinha apenas quatro anos e se lembrava pouco de sua figura. Já com o tio avô, tinha convivido até os 15, aqui mesmo  no Brasil, quando seus pais se separaram e ele voltou com a mãe para o país em que morava a família materna. Átila veio sozinho ao Brasil por causa do alto custo que a viagem teria se viessem o casal de filhos e sua mulher. Por um acaso, o parente tinha morrido em boa época e Átila pensou que seria um disperdício não estender por mais uns dias a viagem, para relembrar a festa que empurrava todo mundo para rua. Movimento lindíssimo, contagiante, encantador.&lt;br /&gt;Foi isso. Depois de saber da história por completo, Melina deu fim a Átila. O deletou de toda forma concreta possível. Na verdade, ele já não a procurava a tempos, só o movimento inverso se fazia. Bastou ela parar. Não houve insistência (de nenhuma das partes).&lt;br /&gt;Melina tocou a vida, teve outros amantes. A um deles, chegou realmente a sentir um afeto tão forte quanto o que dedicou a Átila. mas foi caso sem continuidade. Como todos os outros.&lt;br /&gt;"Foi assim... - procurava pensar - lindo e eterno enquanto durou". Mas infelizmente, ela não tinha o desapego de Vinícius e era isso lhe martelava a cabeça então. "Meu Deus... eu amo aquele homem morto". E quê fazer com isso? Quê fazer com todo esse amor que não pode ser entregue? Amor como porta que só abre com a chave certa, que não serve a qualquer uma. Como ter sossego para descansar sobre o silêncio de uma noite tranquila, se ela transborda amor. Como descansar enquanto suas veias fervilham, seu pensamento insiste em transitar nas memórias, sua boca seca, engole palavras de afeto que descem azedas por estarem estragando na garganta? Como dormir com todo esse pulsar? Como durmir se ela está viva?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3341888103602028148?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3341888103602028148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3341888103602028148' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3341888103602028148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3341888103602028148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/01/sao-224-da-madrugada-de-quarta-feira.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1113247010393502654</id><published>2010-01-08T10:41:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T05:19:11.624-08:00</updated><title type='text'>Mais desenhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S0d8ny-UnDI/AAAAAAAAAE0/skfO_tZnv6U/s1600-h/of.engre.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424441299330964530" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S0d8ny-UnDI/AAAAAAAAAE0/skfO_tZnv6U/s320/of.engre.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S0d8nhzcqqI/AAAAAAAAAEs/k8DXNosOE1c/s1600-h/of.engr1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424441294721952418" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S0d8nhzcqqI/AAAAAAAAAEs/k8DXNosOE1c/s320/of.engr1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1113247010393502654?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1113247010393502654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1113247010393502654' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1113247010393502654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1113247010393502654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/01/mais-desenhos.html' title='Mais desenhos'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/S0d8ny-UnDI/AAAAAAAAAE0/skfO_tZnv6U/s72-c/of.engre.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-7901261469350128885</id><published>2010-01-04T19:50:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T20:36:30.890-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A dor que ela sentia, ela bem sabia o que era. Dor antiga, dos tempos do cólera. Qualquer homem da face da Terra, certamente sofreu do mesmo mal. Talvez seja doença mais antiga que os próprios homens. Talvez seja a praga mais corrosiva de todas. Intrínseca ao humano. Dúbia, se pode ser causa primeira, pode também ser o grande ponto final. O motor que impulsiona e a tragédia mais certeira, capaz de motivar o mais duro e derrubar o mais convencido. Claro: amor. Que mais? Amélia estava com todos os sintomas. O diagnóstico era inconfundível e lhe caiu sobre a cabeça como uma sentença. Dentro do ônibus, via as ruas passarem com suas calçadas, sua gente, enfeites: tudo era igual, por mais diverso que fosse. O Rio cinza no verão de céu azul e calor dourado. Tirando ela, tudo mais brilhava. Era época de ano novo, lustroso, relusente. Só dentro dela era tudo velho: as mesmas dores, as mesma angústias, a mesma pena do mundo. Nada aliviava a dor da ausência, a solidão povoada, a solidão das companias. Não importava quem fosse, era sempre a mesma coisa, eram todos iguais: vazios. Não chegavam nem mais a dar a falsa impressão de conteúdo. Ela já os conhecia, mesmo sem trocar uma palavra sequer. Concerteza nenhum deles iria fazer diferença substancial em sua vida. Ela não esperava mais que a sacudissem, não esperava ser sacudida. Não esperava por alguém que a fizesse mudar de vida, nem que a fizesse querer mudar de vida. Só esperava da vida o morno, o que já foi quente e só faz esfriar. A constância, a linha reta, infindável linha reta.&lt;br /&gt;Amélia não era o tipo de mulher que se chamaria de bela, mas tinha algo que a fazia interessante. Um ar de quem domina, um jeito de quem entende da vida, das coisas da vida. Uma cara de quem viveu e conhece, sabe dar forma. Cara de mulher com pegada e desejos a serem satisfeitos. Mulher misteriosa. E isso bastava, bastava para que sempre houvesse homens dispostos a preencher seu tempo. E a essa altura, já tinham sido tantos e eram tantos e tantos outros que se inscreviam como candidatos, que no final tanto fazia. Tanto fazia se fosse João, Pedro, José, ou outro apótolo, discípulo, anjo ou mortal. Todos seriam sempre iguais. Amantes e mais nada.&lt;br /&gt;A dor que lhe expremia os órgãos e secava a boca não tinha direção, ou se tinha ela não sabia. Não sabia mais. Eram tantos e foram tantos que era impossível saber a quem era dedicado o gosto de fel. Então, não tinha solução. Não havia como saciar a vontade do encontro. Afinal, não tinha encontrado e nem vontade de buscar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7901261469350128885?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7901261469350128885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7901261469350128885' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7901261469350128885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7901261469350128885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2010/01/dor-que-ela-sentia-ela-bem-sabia-o-que.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-7062625620552495768</id><published>2009-12-27T10:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-27T10:17:32.436-08:00</updated><title type='text'>Projeto Piloto</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SzekQRemzhI/AAAAAAAAAEk/mXafZYctUCo/s1600-h/DSC01659.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419981276040318482" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SzekQRemzhI/AAAAAAAAAEk/mXafZYctUCo/s400/DSC01659.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SzekQOgr3cI/AAAAAAAAAEc/S15CErEv9Dk/s1600-h/DSC01647.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419981275243732418" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SzekQOgr3cI/AAAAAAAAAEc/S15CErEv9Dk/s400/DSC01647.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A primeira, vamos ver... foi um rascunho, pintei nas costas de uma camisa velha, mas gostei demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7062625620552495768?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7062625620552495768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7062625620552495768' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7062625620552495768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7062625620552495768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/12/projeto-piloto.html' title='Projeto Piloto'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SzekQRemzhI/AAAAAAAAAEk/mXafZYctUCo/s72-c/DSC01659.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8305986728502266211</id><published>2009-12-15T04:23:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T05:28:23.511-08:00</updated><title type='text'>Crise dos vinte anos</title><content type='html'>Não posso negar que fazer vinte anos foi algo impactante na minha vida, e estou escrevendo um pouco tarde sobre isso, já estou perto dos vinte e um e já me acostumei com toda a tensão. Mas, os meses que antecederam março do ano passado, me fizeram pensar bastante sobre minha vida, minha vida a partir dos vinte.&lt;br /&gt;Primeiro, que quando a gente era criança e se imaginava com vinte anos (Meu Deus!), se imaginava um super adulto, super independente, trabalhando e quase casando, muito dona de si mesmo, linda e decidida, enfim, aquelas balelas que tem igual valor a fantasia do príncipe encantado (que ainda vou escrever sobre). E derrepente, a idade simplesmente chega. Quando você está com dezoito, tranquilo, ainda tem muita coisa ainda, você ainda é extremamente novinha, enfim. Aí você se aproxima dos vinte e seu gosto por homens dá uma volta de 360 graus, e você começa achar barrigudos charmosos e chega a colocar loiros e morenos no mesmo nível de beleza e derrepente acontece: você fica com um cara 10 anos mais velho que você, ou seja, você beijou um homem de 30 anos! Jesus! Eu disse que você beijou um HOMEM de TRINTA ANOS! É um choque. Não posso negar, o primeiro homem de cabelos brancos nunca se esquece. E quando isso acontece...&lt;br /&gt;Quando você sai com suas amigas nos lugares que costumava ir e parece que a pirralhada dominou o mundo é o sinal. Quando você começa a dar mole pros tios de terno, é o sinal. Quando os amigos do seu pai começam a encontrar você na noitada, é o sinal. Quando sua mãe começa a ficar realmente admirada com a beleza dos seus namorados é o sinal. E ainda pior, quando a sua avó é super amiga da mãe do cara, o sinal já queimou de tanto que piscou. É... você está ficando velha, daqui a pouco você que está desfarçando os fios brancos com luzes. Sua mãe começou a ter os primeiros fios brancos aos 24. 24? Então só há mais uns poucos anos de virgindade capilar. SO-COR-RO!&lt;br /&gt;É, dá vontade de gritar. Acho até que estou entrando na crise dos vinte outra vez. Mas, a questão é que os vinte anos não te fazem apenas perceber a pele mais enrugada. Tem muito mais coisa aí debaixo. Pensando dentro de uma cronologia mais banal, é dos vinte aos 30 que sua vida tem que se estruturar (eu disse e repito: dentro do pensamento do senso comum, o socialmente aceitável e considerado "normal"). Dos vinte aos trinta, a sociedade e seus pais esperam que você: se forme numa faculdade ou tenha uma profissão que te permita o auto-sustento; saia da casa dos seus pais e levante a bandeira da independência; arrume uma pessoa legal e se case (alguém mas teve calafrios na presença dessa última palavra? heim? heim? heim?calma que o pior está por vir) e tenha filhos (alguém desmaiado?). E isso principalmente para a mulher, a mulher é muito mais cobrada, sofre muito mais com a pressão social. Uma mulher com mais de trinta, solteira e sem filhos, corre o risco de ser assim pra sempre, é o que dizem nossas tias gentis. Então, uma menina de vinte anos tem que ser uma mulher de vinte anos, que se não tem pretendente, começa a fazer as contas do tempo útil que ainda lhe resta para que consiga arranjar um. Nem tanta pressa, porque seria dificil mantê-lo por quatro ou cinco anos, o mais provável é que ele escape, e você também não quer casar aos 22, por favor! É preciso calcular milimetricamente o tempo, os anos, para que no momento certo (nem muito cedo, nem tarde demais) você esteja com seu emprego, com seu noivo, planejando a cor dos cabelos dos filhos.&lt;br /&gt;Tá, agora realmente estou sentindo a pressão nos ombros voltar. É verdade que os tempos estão mudando, amém. Mesmo antes, haviam aquelas lindas mulheres de vanguarda, vestidas de calça jeans, com livros nas mãos ao invés de colher de pau. Só que hoje em dia você tem que se virar com a colher de pau, a mamadeira, os livros, e mais o salto alto, o cabelo tem que estar arrumado, os prazos tem que ser respeitados...&lt;br /&gt;Ainda não vivo todos esses imperativos, mais muitos deles já vivo sim. Mas, eu gosto de burlar a parte do cabelo sempre arrumado e principalmente do salto alto. Apesar de serem imperativos mais fortes hoje do que foram aos 19. Cada anos que passa parece que você está se vendendo mais e vivendo menos. E não se costuma perceber isso, você vive realmente no automático. Só quando você fica sem andar direito porque aparece uma hérnia na sua barriga ou duas ínguas na sua virilha, uma de cada lado, ou quando seu resfriado finalmente vira uma pneumonia, que você começa achar seriamente que está na hora de parar. E também, por mais que aquela mulher de vanguarda seja fálica, você também quer uma vidinha mais ou menos, uma casa, formar família e de preferência antes dos trinta, sim!&lt;br /&gt;Claro que não dá para se entregar a neurose, e ficar correndo atrás de homem desesperadamente só pra casar antes dos trinta ou se formar em qualquer curso só para ter uma graduação, enfim.&lt;br /&gt;Ahhh... talvez seja tudo igual na infância, balela (né? né? Diz que sim!). Antes, poderia falar assim, agora que estou dentro dos vinte a trinta, o cerco vem estreitando, confesso. Como estarei, ao ver meus prazos estourando?&lt;br /&gt;Risível gente, muito risível esse texto. Eu, mulherzinha neurótica? (que bom, melhor que psicótica!). Tá, dor de cabeça, então... hora de parar (ou fugir?).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8305986728502266211?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8305986728502266211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8305986728502266211' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8305986728502266211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8305986728502266211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/12/crise-dos-vinte-anos.html' title='Crise dos vinte anos'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1111404094860941469</id><published>2009-12-02T08:57:00.001-08:00</published><updated>2009-12-02T08:59:59.563-08:00</updated><title type='text'>Morte do eu-lírico</title><content type='html'>Há muito tempo esse nome me incomoda, então resolvi mudar. E talvez mude novamente. E mais uma vez. Enfim (reticências)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1111404094860941469?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1111404094860941469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1111404094860941469' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1111404094860941469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1111404094860941469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/12/morte-do-eu-lirico.html' title='Morte do eu-lírico'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-2045093203043858380</id><published>2009-11-11T05:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T15:25:29.515-08:00</updated><title type='text'>Dos trens</title><content type='html'>Eu, cercada por quatro lâminas de metal, não tinha escapatória. Do chão brotava o vapor que fritava dezenas de pés. Quando andei até o último vagão a procura de um acento, não imaginava todo o calor que me esperava dentro daquele caixote de aço. Sentei-me. Pensei em tirar os óculos escuros para enxugar um pouco o suor do meu rosto. Depois pensei numa estratégia de livrar meu colo da minha mochila preta de lona e da minha bolsa de material sintético ardendo na fervura da temperatura; e (ardendo) sobre minhas coxas. Olhei para as grades acima da minha cabeça (mais metal). Sugestivas, feitas exatamente para isso: pôr bolsas. Depois pensei que talvez não fossem caber, que a altura seria insuficiente, minha mochila estava estourando de cheia. Preferi deixar minhas pernas assando embaixo das minhas tralhas. Não havia espaço para mais ninguém nos acentos, já tinha gente em pé, acomodada como podia. Ninguém estava confortável, era visível. É o momento que você começa a se incomodar pela demora na partida do trem. Não sei quantos graus marcavam no Rio, mas vim a saber que no dia seguinte, a sensação térmica no centro foi de 46 graus centígrados. Surreal. E, o detalhe do horário: 12:30, horário de verão. Só chegaria em casa lá pelas 15:30, no mínimo, sendo otimista. Na verdade, acabei chegando as 16:00, não por culpa do trem. São dois trens até paracambi e as vezes acontece dos horários não baterem e ter de ficar em Japeri esperando o próximo trem. Quando isso acontece, provavelmente, o horário do ônibus para Barra do Piraí, também vai desencontrar com a hora que se vai conseguir chegar em Paracambi. Resta ter paciência e esperar. Alías, essas baldiações muito tem me ensinado a ser paciente e a tolerar viagens longas. Mas dessa vez deu tudo certo, calculei bem os horários dos trens e logo que aportei em Paracambi, subi no ônibus rumo as minhas mini férias descabidas. A culpa, da minha meia hora extra de treinamento de resistência foi do maldito ônibus de Paracambi. Maldito, nem tanto hoje em dia, porque realmente estou faixa preta em tolerância, mas já passei momentos tensos dentro desse ônibus.&lt;br /&gt;Comparado com o ônibus de Paracambi, a viagem de trem é uma maravilha. Exceto no calor absurdo que estava fazendo. O trem vai mais rápido, o ambiente é mais divertido, a viagem é bem menos maçante. Sem falar que fome você não passa e ainda pode escolher o que vai comer, porque ambulante vendendo troço, não falta, e os preços são ótimos. E a fome sempre chega no ônibus, aí você pensa "poxa devia ter comprado um amendoinzinho... agora já foi, é tarde". E aí você tem mais uma variável para aprender a lidar: a fome! Dessa vez, não tive fome em nenhum momento da viagem, minhas bananas e maçãs deram conta. Mas, realmente de Paracambi a Barra, a viagem é sem fim. O ônibus passa por Paulo de Frontin, Mendes, e as paradas são intermináveis. Pouca gente fica do início ao fim da viagem dividindo o ônibus comigo. A cada parada você vai vendo o estoque de pessoas ser renovado e na parada das duas rodoviárias, geralmente só fico eu lá dentro, esperando a nova safra. Outro agravante é a péssima estrada. Nem tudo é asfaltado. Vamos todos quicando, dançando aos solavancos. Sem falar quando o ônibus vai abarrotado. Nesse dia, se isso tivesse acontecido, acho que não teria me saído tão bem no desafio. Bem ou mal, o trem tem bem mais espaço. As pessoas se movimentam, entram e saem ambulantes o tempo todo e vendem tudo e são berros e mais berros anunciando de tudo, e vão de um vagão ao outro (quando o trem permite, quando os vagões não são isolados), e é uma variedade de gente, de cores, de idade, de trajes, de cheiros, falas, sotaques. Nunca se espera encontrar uma mesma situação numa próxima viagem.&lt;br /&gt;No trem reina o campo do inesperado. E, por mais que a viagem do ônibus não seja nunca a mesma, de certa forma, sempre parece ser. É muito mais constante. Dela sim se espera uma constância, uma mesmice: todos sentados; curvas e mais curvas; paradas e mais paradas; paralepípedos a perder de vista; muito barulho a ponto de em certos trechos, não conseguir ouvir o mp3; e muito mato visto da janela. Que mais pode se esperar? Na maioria das vezes só tragédia ou algum barraco. Talvez umas variáveis mais brandas: super lotação/pouca gente, lugar para sentar/ir em pé, motorista assascino/motorista lerdo, enfim. No entanto, as variáveis parecem ser muito menores do que na viagem de trem. Não digo que de certo são, digo que de certo parecem ser, de certo se espera que sejam. No mais, um pentelho fica ouvindo som alto no celular ou a fome atinge níveis de extremos.&lt;br /&gt;Apesar de acentos duros e da coluna não ter posição sossegada, apesar da sujeira e mal estado dos trens, de todo o barulho e confusão que fazem os passageiros, pedintes, vendedores, pregadores, da agonia que dá ver o vagão do lado pulando em cima dos trilhos de uma forma que se espera que ele descarrilhe a qualquer momento (nos tres em que os vagões não são isolados), apesar de todos os pesares, no final das contas, a viagem de trem passa muito mais rápido, é muito mais suportável e rica. Algo que tem uma certa graça em fazer, algo que merece ser contado para os netos, entende? Ninguém vai querer contar que andava de ônibus de Paracambi a Barra do Piraí, coisa mais chata.&lt;br /&gt;Só naquela quarta-feira, a viagem de ônibus foi mais suportável do que a de trem. Tinha a esperança de que quando o trem entrasse em movimento, o calor fosse atenuado pelo vento das janelas. Ledo engado. O vento veio, mas quente, bufando, denso. Parecia vir do atrito dos trilhos, quase uma fumaça. O dia baforava na nossa cara. E o ar mormo se misturava com a catinga humana exalada por todos aqueles suvacos suados que não tiveram outra alternativa dentro daquela sauna coletiva, a seco, pública. Fiquei imaginando a tempteratura dos trilhos. Acho que meus pés sabiam mais. Beber água não era hipótese viável, porque banheiro era piada e seriam três horas e meia no mínimo segurando xixi. Melhor aguentar a boca seca, do que a bexiga cheia. Força, aguenta. Praticamente um exercícios de meditação. Isso sim é saber abstrair, elevar o pensamento. Não aquilo que essa gente metida faz por ai. Isolado num canto da casa, do lado de uma fonte, ouvindo musicas de flauta num cd, é moleza. Pobre medita de outra forma, se não medita, medita. Não tem jeito, não dá para pedir para sair, não tem como pedir arrego.&lt;br /&gt;O bom de ser nem tão pé-rapado, nem tão nariz em pé, é poder conhecer um pouco de ser os dois. É poder escolher, na maioria das vezes. Foi minha opção pagar só R$13,50 para ir para casa (tudo para sabotar a Normandy). Os prós e contras foram pesados, medidos, analisados e eu já imaginava os contratempos e sabia mais ou menos o que me esperava (porque saber mesmo, nunca se sabe) quando tomei minha decisão. E mesmo assim, a tomei. E, no final das contas, como diz minha mãe copiando o poeta: "tudo vale a pena se a alma não é pequena".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-2045093203043858380?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/2045093203043858380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=2045093203043858380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2045093203043858380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2045093203043858380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/11/dos-trens.html' title='Dos trens'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3230622322649585411</id><published>2009-11-07T08:49:00.001-08:00</published><updated>2009-11-07T08:52:43.797-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É verdade, claro. E, é tão óbvio que fica difícil perceber. A maior liberdade que podemos sentir é exatamente em casa; seja quem, o que ou aonde for. A paz de estar em casa é o que nos deixa mais próximo da utópica sensação de liberdade pura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3230622322649585411?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3230622322649585411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3230622322649585411' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3230622322649585411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3230622322649585411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/11/e-verdade-claro.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1798584691282276468</id><published>2009-10-26T12:10:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T12:31:19.330-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ele a conquistou assim: exatamente por ser simples. Nunca fez por onde impressioná-la, sempre agiu naturalmente, como se cada gentileza fosse realmente verdadeira, sem pretensões. Ela achava incrível, como tudo tinha contecido, como no meio de tanta gente, ele a tinha escolhido. Ela não tinha nada demais. Era bonita, mas beleza se acha em tantos lugares e em tantas coisas; no entanto, ele foi logo se interessar por aquela que ela tinha. Poderia ser acaso. Poderia ser sorte. Dá no mesmo, são só pontos de vista diferentes para a mesma coisa. Isso não importava, o que importava mesmo era aquela tarde num dia improvável que os dois passaram juntos. É, porque incrivelmente ele ligou para ela depois do dia em que se conheceram. E trocaram mensagens pelo celular por três semanas, até que ele conseguisse voltar para vê-la novamente. E ele veio. E veio de longe e foi até a casa dela buscá-la como se fosse o mais natural do mundo fazer isso.  E digo natural, não porque ele fizesse isso com todas, mas porque ele a tinha escolhido, oras. Era tudo tão óbivo e fácil que era assustador. Não era como se já se conhecem, era como se fosse para se conhecerem.&lt;br /&gt;Ele não falava muito e ela acabava inibida pelo silêncio dele e se limitava. Só que isso não a incomodava, e esse era o estranho. Mesmo sem saber muito dele e mesmo que ele não soubesse muito dela, o encontro dos dois era incrivelmente agradável. Não era estafante, nem ofegante. Era na medida certa, no ponto exato para que fizesse com que os dois quisessem mais, mas sem pressa. Tudo corria com calma, devagar. Ele não a apressava, deixava que tudo fluisse. Estava perto o suficiente para se fazer presente e longe o bastante para que ela quisesse saber mais. E, talvez o que ela mais quisesse era que ele assim ficasse por um bom tempo: incógnita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1798584691282276468?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1798584691282276468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1798584691282276468' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1798584691282276468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1798584691282276468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/10/ele-conquistou-assim-exatamente-por-ser.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-5849888670996764071</id><published>2009-10-11T13:24:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T14:06:45.564-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É claro que eu iria até sua casa só para ouvir escondida atrás do muro você cantar Bob Marley enquanto lava roupa. E nos momentos que você deixasse o cd cantar sozinho, eu iria sentir sua falta e ia pedir em silêncio que você voltasse a me dar o prazer de sua voz. O barulho da água da torneira caindo na bacia, junto com aquele outro barulho que faz o movimento das suas mãos esfregando a roupa talvez já baste para que eu não me sinta tão sozinho, mas só o timbre brando da sua voz é capaz de me dar o conforto para continuar na luta de viver longe de ti: saber que você existe. Em algum lugar, não importa, se longe ou se perto, mas você existe. Continua vivendo em alguma parte de mim, do mundo. A certeza de que você está presente é tudo que preciso: saber que tenho para onde correr, meu querido abrigo. Que eu posso correr para os seus braços quando sentir muito medo ou dor. Durmo em paz, sabendo que amor eu tenho e que não mais preciso de nada, além da fantasia minha por ti. Afinal, quem canta enquanto lava a roupa sou eu e não você, mas é que nessa confusão entre nós, nos misturamos tanto que não saberia mais dizer quem sou eu e quem é você. Como se, agachada atrás do muro para te ouvir, ouvisse minha própria voz soltando notas em melodia harmoniosa. E como poderia ser diferente, se te levo para todos os lugares comigo, e se quando vai leva também uma parte minha, do que somos. Peço desculpas por te confundir com um alma tão impura como a minha, e se nessa brincadeira acabei te turvando um pouco e te fazendo se sentir tão obscuro, tão desonesto, sinceramente não era minha intençao. Mas, é que não sei te tomar assim como substância pura. E aquele a quem dedico meus sentimentos, não é mais do que uma experiência minha, criações dos meus sentidos, do meu próprio corpo, do meu próprio ser: coisas assim tão enganosas, tão imparciais, tendenciosas. Não és mais do que aquilo que invento, não és mais do que eu quero que sejas, amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-5849888670996764071?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/5849888670996764071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=5849888670996764071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5849888670996764071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5849888670996764071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/10/ha-uns-tres-meses-ou-mais-tenho-me.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-7316637148221032884</id><published>2009-10-09T06:46:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T11:37:28.575-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A julgar pelo tempo, parecia junho. Chovia rasoavelmente como se fosse início de inverno. Nem tanto quanto março, mas nem tão fino quanto julho. Só que era outubro. Do outro lado da rua a vitrine com biquines e sombrinha de praia denunciava a primavera. "Eita tempo doido" pensava Joana enquanto abria a porta do prédio com certa dificuldade, equilibrando a sombrinha enorme e mais uma bolsa de compras, só com uma das mãos. Mesmo do lado de fora se ouvia o pagode irradiando do apartamento do vizinho do primeiro andar e ao fundo uma voz acompanhava a letra em alto e bom tom. Joana achava aquilo agradável, dava uma falsa imagem de familiaridade. E entrou no prédio cantando também. Entrou, fechou a sombrinha, trancou a porta e subiu até seu apartamento 201. Ao entrar deixou a chave do lado de dentro da porta, largou a bolsa na mesa da cozinha, tirou o tênis e o levou junto com a sombrinha para a varanda. "Oi choquito!". Choquito era o peixe que ficava no centro da mesa da cozinha e também era a única compania de Joana no apartamento. A varanda era pequena bem como o apartamento, tinha uma lata de livo, um varal posicionado acima dela e um tanque. Largou o tênis e a sombrinha no tanque. "Vê só se eu não levo a sombrinha grande, ia chegar toda ensopada aqui". Joana ia tirando a roupa pela cozinha enquanto ia falando com o peixe. "Quando eu era criança, as estações eram todas certinhas Choquito, mas você nem sonhava em nascer nessa época..." e desabotoava o casaco cinza de veludo. "Agora tá tudo assim... tudo assim...tudo mudado...". Catou as peças de roupa e se aproximou do aquário, fazendo bico e falando igual criança:"E você ficou bem, ficou?". Ficou um tempo olhando o aquário. Suspirou. O vizinho se esguelava de cantar. Foi para o quarto. Sentou na cama só de meia e calcinha, com as roupas nas mãos. Muda, desolada. "Como as coisas mudam" repetia em pensamento. Como as coisas mudam. Quando nova o tempo era mais decidido e Joana também. Do alto dos seus vinte e sete anos, se sentia bem predida. Não era mais forte como antes, com aquele pulso firme de quem sabe o que quer, de quem quer. Se via confusa, com propósitos embaralhados: um certo tumulto que as coisas começam a ter num certo período da vida. Joana já tinha passado da fase de querer mudar o mundo e vencer a qualquer custo. Já não malhava para concorrer com a Juliana Paes, já não cordenava sua equipe na empresa de telefonia como se fosse Roberto Justos, já não esperava encontrar um Gianechini em cada sexta-feira a noite. A vida era mais lenta, as vontades eram mais humildes, as decisões menos escandalosas. "É... o tempo, vai passando, a idade vai chegando... a gente amolece...", falou em tom desperançoso. Essa não era a vida que Joana imaginava ter naquela idade. Com vinte e sete anos, já queria estar com um casal de filho ou pelo menos com um e grávida do outro. Filhos de Mateus, obviamente, seu noivo a sete anos. Joana se sentia como um pudim a cozinhar eternamente em banho maria, no fogo brando. Quando começou a namorar Mateus, Joana sabia que era com ele que formaria família, sonhos, vida. Aquele papo fofo de ficar juntos e morrer velhinhos numa casa com quintal e com os filhos e netos criados. Agora, Joana achava isso balela, mas não se via em condições de pôr fim a sete anos de tantas e tantas ilusões agradáveis. Ele parecia um fogão de seis bocas no começo de namoro; agora, ela não o via mais do que como um fogão de lenha. Mas, isso valia para ela também. Aos vinte se achava brilhante, cheia de vida, de fôlego. Hoje, estava toda murcha e fazendo suas refeições com um peixe beta vermelho que era sempre trocado por um mesmo modelo quanto o anterior morria. Fazia isso a uns três anos ou mais. Outro suspiro. "Como as coisas mudam...". Um estalo, talvez a frase merecesse uma pontuação diferente : "Como as coisas mudam? Como as coisas podem mudar tanto assim gente!? Como a gente um belo dia acorda e se vê vestindo roupas cafonas e usando uma vidinha tão demodê, tão medícre? O quê que acontece que faz a gente se tornar assim tão opaca, tão fatigada?". Aqui o pensamento teve que ser cortado pelo berro do vizinho, incorporando o refrão. "É isso". A chuva apertava. Joana foi mudando a expressão: os olhos pausados e os lábios se invertendo num discreto sorriso que não mostra os dentes, só eleva as bochechas. Largou a roupa que ainda segurava em cima da cama, foi até a cozinha pegou o mini aquário do peixinho vermelho com as duas mãos e o encarou com um olhar cheio de certeza e mantendo o mesmo sorriso do quarto. Tomou agora o aquário só com uma das mãos e com a outra abriu a porta. Saiu assim, só de meia, calcinha e Choquito, e esqueceu até de trancar a porta. Com o aquário firme entre as duas mãos, desceu as escadas até o vizinho cantor. Parou em frente ao se apartamento por uns instantes olhando a porta através do aquário de aguás cintilantes posto em frente ao rosto. Via de forma contorcia o número 103. A música era tão alta que não adiantaria nem tocar a campainha. Abaixou e colocou o aquário em cima do tapetinho verde da entrada do apartamento. Sorriu maliciosamente e subiu confortada as escadas de volta para o seu apartamento. Os olhos brilhavam. Pronto, estava feito. Alguém precisava ser feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7316637148221032884?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7316637148221032884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7316637148221032884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7316637148221032884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7316637148221032884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/10/julgar-pelo-tempo-parecia-junho.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8376298859406370923</id><published>2009-09-29T17:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T12:31:50.747-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Era noite. Ela na varanda, escovava os dentes no tanque porque o banheiro estava ocupado. Do vizinho vinha cheiro de pimentão: cachorro-quente. No entanto o apetite era outro. Não sabia se alimentava a vontade de ligar para Bento. Bento... (pausa dramática). E de novo: Bento. Utimamente, sempre Bento. Nunca tiveram nada de concreto, Maria e Bento, mas ela pensava nele antes mesmo do nada entre eles ter acontecido. Desde muito menina quando o via passar. Coisa que era rara inclusive, mas suficiente. Assim como foram suficientes três encontros espassados num tempo de uma semana do primeiro para o segundo e quatro meses do segundo para o terceiro, para que ela se visse completamente desnorteada. E já fazia mais de dois meses desde da última noite. Ele sempre pareceu brincar com ela. Esconde-esconde. Poderia ser pique-pega. Ela preferiria. Mas, o fato era que Maria sentia muita falta dele. Falta de ter conseguido viver tudo aquilo que sua imaginação produzia para os dois. Ela tinha amor, amor por esse Bento. Tinha também o outro Bento, um substituto alcançável para o primeiro. Tinham ridiculamente o mesmo nome. Era como uma dessas peças que a vida gosta de pregar na gente. Puro acaso. Tinha encontrado esse Bento substituto hoje, e pensava em toda essa piada enquanto a espuma da pasta de dentes era cuspida no ralo. Ia embora lentamente cano abaixo com água da torneira que caia com força, quebrando o silêncio do apartamento. Não mais barulhenta que o movimento das idéias na sua cabeça e, não mais forte do que a angústia em seu peito. Essa situação não podia continuar assim, aquilo iria matar Maria. Matá-la em silêncio, no seu silêncio. Corroe-la sem que ninguém notasse e quando percebessem seria tarde, estaria morta. Dura e seca. E veria disperdiçado todo aquele sentimento tão nobre. E isso, pensava ela, não podia acontecer, era injusto demais. A voz precisava sair. Precisava sair aquela noite. A angústia subia pela garganta, envolvia os pulmões, bloqueava o ar. A coluna doía, os olhos pesavam. Maria sentia o corpo todo incomodado. Maria precisava agir. Expelir o movimento, expelir aquele pigarro. Era isso, pensava: "preciso escarrar Bento". Desobstruir a passagem para o ar, a passagem para que outros pensamentos me atinjam, renovar a vida antiga, renovar a vida gasta. Era preciso fazer alguma coisa. E fez. bateu a escova de dentes da beira do tanque, para livrar dela o escesso de água. Guardou a pasta de dentes e a escova. Foi dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8376298859406370923?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8376298859406370923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8376298859406370923' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8376298859406370923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8376298859406370923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/09/era-noite.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-6411001742706841373</id><published>2009-09-15T06:06:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T06:10:35.851-07:00</updated><title type='text'>Terapia de casal</title><content type='html'>- Querida desculpe, mas não posso ser outro alé, desse que sinto que sou.&lt;br /&gt;- Ok, meu bem, mas não consigo te ver além desse que experimento. És para mim toda a verdade dos meus sentidos.&lt;br /&gt;- Que fazemos, então?&lt;br /&gt;- Não se preocupe. Enquanto te construo, me remonte também. Assim, em nossas fantasias reais, seremos felizes... mas só enquanto a soubermos reais. Enquanto nos soubermos infinitas possibilidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-6411001742706841373?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/6411001742706841373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=6411001742706841373' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6411001742706841373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6411001742706841373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/09/terapia-de-casal.html' title='Terapia de casal'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4465794391047208366</id><published>2009-09-14T07:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T07:25:44.587-07:00</updated><title type='text'>Questão de objeto</title><content type='html'>Se a expectativa, por um lado, faz fechar os olhos para o que está sendo experimentado; por outro, sem ela, de que adianta experimentar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4465794391047208366?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4465794391047208366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4465794391047208366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4465794391047208366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4465794391047208366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/09/da-expectativa.html' title='Questão de objeto'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-7811805364924593307</id><published>2009-09-09T17:37:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T17:39:34.902-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"A fé tem que ser cega para Deus ser fiel."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qual a diferença do átomo para o milagre? Nenhuma, do ponto de vista da experiência, nenhuma..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. E.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7811805364924593307?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7811805364924593307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7811805364924593307' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7811805364924593307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7811805364924593307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/09/fe-tem-que-ser-cega-para-deus-ser-fiel.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8682906297842821524</id><published>2009-08-30T17:01:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T17:19:26.029-07:00</updated><title type='text'>Há quem ache belo, o negro</title><content type='html'>E se eu te perguntasse o que fazer com os dias tristes? O que fazer com aquele vazio que infelizmente, ninguém liga se há ou não em mim, em nós? Os dias alegres é tranquilo. Todo mundo sabe o que fazer com os dias alegres. Tristeza é pejorativo. Os dias tristes, são carregados de sinônimos ruins, coisas que devem ser evitadas, combatidas, eliminadas. E por que? Preencheria mais o infinito da mente, a alegria do que a tristeza? Não, certamente não. Que seria do dia sem a noite? A claridade ofusca. Ser unilateral é perder o eclipse. Porém, não fomos criados para sermos preenchidos com a tristeza. Só a alegria é aceita como vindoura e mensageira de boas novas.&lt;br /&gt;É uma pena, que as pessoas não saibam o quão linda e magnifíca, é a tristeza. Basta apenas, saber tirar proveito dela.&lt;br /&gt;Ser feliz na tristeza, pois a graça é a inconstância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8682906297842821524?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8682906297842821524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8682906297842821524' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8682906297842821524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8682906297842821524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/08/ha-quem-ache-belo-o-negro.html' title='Há quem ache belo, o negro'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-6996537671539239511</id><published>2009-08-27T17:11:00.001-07:00</published><updated>2009-08-27T17:11:42.818-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De tudo, o que importa mesmo, é o etcétera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-6996537671539239511?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/6996537671539239511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=6996537671539239511' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6996537671539239511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6996537671539239511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/08/de-tudo-o-que-importa-mesmo-e-o.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3357159253735169073</id><published>2009-08-27T17:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T17:11:21.834-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O que atrapalha não é o barulho de fora. É o barulho de dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3357159253735169073?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3357159253735169073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3357159253735169073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3357159253735169073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3357159253735169073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/08/o-que-atrapalha-nao-e-o-barulho-de-fora.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3020855995842545654</id><published>2009-08-21T07:29:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T07:59:59.726-07:00</updated><title type='text'>Não tenho paciência pra televisão</title><content type='html'>E então, foi quando eu questionei a intensidade. Tudo me veio a cabeça hoje por lembrar de uns comentários que eu vi num programa de televisão, durante as férias. Na hora fiquei meio atordoada (talvez atordoada seja extremamente exagerado), como quando se depara com alguma coisa pela qual você sabe que deveria perder uns minutos para sobre ela. Sabe, quando soa estranho, mas você não faz muito esforço para pensar na hora. Hoje, pensando livremente sobre mil coisas, fui acometida pelas vozes femininas do programa: "não, porque essa história desse amor todo de começo, de início, aí dá essa vontade de ver todo dia, de dormir junto todo dia, ficar ligando toda hora, quer ficar 24 horas colado... aí pronto, é o fim. Estraga tudo. Logo, logo, enjoa e um não aguenta mais ver o outro..." Isso obviamente foi dito com outras palavras que eu não lembro mais nem uma linha, mas o sentido foi esse. Credo! Tive um estalo na cozinha hoje. Então, o que fazer? Se deixar levar pelo sentimento, viver tudo que você está implorando para viver, extrapolar, ter dias dos mais apaixonados e arriscar perder tudo? Dias tão ofegantes que podem sufocar. Pode ser. Mais o que vale mais a pena? Viver tudo em um mês ou em um ano? Haveria diferença qualitativa nisso? Homeopatia ou antibiótico? E se for pra acabar, melhor que acabe logo, ou que dure mais um pouco? Beber muito rápido pode fazer engasgar. Bebendo devagar, nunca se fica bêbado, nunca se experimenta um porre. E porres devem mesmo ser experimentados, mesmo sabendo que no dia seguinte poderá vir a ressaca. Ah, talvez seja só questão de mudar de canal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3020855995842545654?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3020855995842545654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3020855995842545654' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3020855995842545654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3020855995842545654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/08/nao-tenho-paciencia-pra-televisao.html' title='Não tenho paciência pra televisão'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-6340891916160794515</id><published>2009-08-07T10:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T10:41:16.712-07:00</updated><title type='text'>Mais clichês</title><content type='html'>Eu poderia te explicar a paixão assim: sabe aquele corisco que dá no céu anunciando uma tempestade? Aquele raio que corre no céu quando vai chover? Então... é chuva forte no meio da tarde, em tempo quente. Paixão esquenta o corpo, faz acordar. Já o amor é chuva fina. Sabe, chuvinha insistente, teimosa que perdura o dia inteiro, num dia mais cinzento, que dá vontade de ficar quietinho, embolado. Paixão é que nem tequila, amor é como vinho (tinto e seco) e champagne é igual wisk, pura solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-6340891916160794515?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/6340891916160794515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=6340891916160794515' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6340891916160794515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6340891916160794515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/08/mais-cliches.html' title='Mais clichês'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8680185139075100246</id><published>2009-07-02T08:44:00.000-07:00</published><updated>2009-07-02T09:01:08.621-07:00</updated><title type='text'>Disponha</title><content type='html'>Você diz que foi como com um sonho. Eu diria que foi como voltar pra casa. Como chegar em casa depois de uma longa viagem, cansativa e desgastante. Como rever fotos antigas, como estar com velhos amigos, como chorar sorrindo de saudade. Como lembrar que se é feliz.&lt;br /&gt;Como o conforto de estar no seu canto, de estar aonde ama, de estar aonde se pode esquecer de tudo, esquecer que há todo-o-tudo-mais lá fora. Simplesmente, e apenas descançar, depois de tantas e tantas voltas turbulentas.&lt;br /&gt;Estar aonde se tem paz, a calmaria depois da tempestade. Como ouvir o barulho da chuva branda e sentir o cheiro da terra molhada. Como cochilar embaixo do sol sereno no inverno. Como sentir cheiro da broa da sua avó saindo do forno. Como pôr-do-sol na praia no começo das férias.&lt;br /&gt;Seus braços são paz, seu corpo é meu lugar. Minha morada eterna é esse peito apaixonado. E sabe que tens aqui em meu colo, o abrigo mais seguro para as horas mais incertas, passe o tempo que for, venha o que vier...&lt;br /&gt;E ah, quanto ao quarto bagunçado, não precisa me agradecer. Eu sei que você o adora assim tanto quanto eu... disponha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8680185139075100246?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8680185139075100246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8680185139075100246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8680185139075100246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8680185139075100246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/07/disponha.html' title='Disponha'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-994688990531552354</id><published>2009-06-10T09:08:00.000-07:00</published><updated>2009-06-10T09:19:34.258-07:00</updated><title type='text'>Pela luz (azul) dos olhos teus</title><content type='html'>Lembrei-me ainda hoje o primeiro dia em que reparei que você punha os olhos em mim como quem quer algo para si. Esses olhos... confesso que não sou de reparar em olhos. Não costumam me dispertar tanto. Geralmente, me causa mais o olhar, mas seus olhos são um algo à parte. Talvez seja inocência minha, mas me parecem ser os olhos mais bonitos da face da Terra. Parecem capazes de enxergar tudo o que há em mim. Desnudam minha alma. Fico sem ter como fugir da penetrabilidade deles, da força que tem esse seu azul. No entanto, não me cristalizam, não me fazem parar e perder a orientação, ficar sem saber agir, não me inibem. Ao contrário, me fazem querer. Brinco com eles. Tiro proveito do gosto que eles têm por mim. Abuso da curiosidade insistente deles. Ninguém me olha como você. Não sei o que minha presença causa a esses seus olhos, a essa sua pessoa intrigante, mas já causando como causa... já está bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-994688990531552354?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/994688990531552354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=994688990531552354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/994688990531552354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/994688990531552354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/06/pela-luz-azul-dos-olhos-teus.html' title='Pela luz (azul) dos olhos teus'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-448907105089266235</id><published>2009-05-30T14:21:00.001-07:00</published><updated>2009-05-30T14:28:01.857-07:00</updated><title type='text'>Ontem não podia deixar de ser comentado</title><content type='html'>Toni Garrido que me desculpe, que "todo mundo sempre espera alguma coisa de um sabádo à noite" eu não descordo, mas não podemos menosprezar as sextas-feiras. Uma sexta-feira pode te desnortear, acredite. Seja por causa de um filme, de um toco... enfim, há muita filosofia na sexta-feira (e coisas que nem o sábado vai conseguir mudar).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-448907105089266235?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/448907105089266235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=448907105089266235' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/448907105089266235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/448907105089266235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/05/toni-garrido-que-me-desculpe.html' title='Ontem não podia deixar de ser comentado'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3449969841517902439</id><published>2009-05-30T14:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T14:20:28.899-07:00</updated><title type='text'>Cada um com seu veneno</title><content type='html'>"Pra quê fumar se eu como trakinas?" R.V.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3449969841517902439?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3449969841517902439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3449969841517902439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3449969841517902439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3449969841517902439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/05/e-como-diz-o-ditado3.html' title='Cada um com seu veneno'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-5553347893410843539</id><published>2009-05-28T17:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T14:18:49.048-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sorte que celulite e estria não é coisa de dar em buchecha senão, estaria perdida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-5553347893410843539?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/5553347893410843539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=5553347893410843539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5553347893410843539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5553347893410843539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/05/sorte-que-celulite-e-estria-nao-e-coisa.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4045609272146362186</id><published>2009-05-20T07:56:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T08:10:36.210-07:00</updated><title type='text'>E o pulso ainda pulsa</title><content type='html'>Eu gosto de mostrar a carne, ver os nervos, sentir o cheio dos músculos; a superfície não me interessa. O sangue que pulsa está dentro. A circulação que aviva percorre as artérias, as veias, não pêlos, não as unhas; esses já estão mortos. São só adereços.&lt;br /&gt;E caso me pergunte: "e dentro o que há?" Logo te respondo: "Não há nada". Não há essência, não há personalidade. Há estados, há passagem. Há é corpo, há a vida. Há marcas, há vestígios, pistas de quem fui, de que sou, de onde vivi, das pessoas com quem estive... daí, se você quizer chamar isso de essência, tudo bem... que importam os nomes, de que falam os nomes senão de mais produção de marcas? Para mim, no entanto (realmente não pude deixar de concordar) de perto, ninguém é nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4045609272146362186?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4045609272146362186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4045609272146362186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4045609272146362186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4045609272146362186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/05/e-o-pulso-ainda-pulsa.html' title='E o pulso ainda pulsa'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-785621712899315083</id><published>2009-04-24T15:14:00.000-07:00</published><updated>2009-06-10T09:25:49.970-07:00</updated><title type='text'>Suspiro</title><content type='html'>Eu faria tudo para saber o que estava por trás daqueles olhos marcados. Tudo para saber o que aquelas olheiras pretendiam obscurecer. De relance, podia se pensar que eram reflexos da blusa escura. Chegeui a me preocupar com a (possibilidade concreta para mim) de você estar trabalhando de mais. Preocupei-me com sua insônia.&lt;br /&gt;Faria qualquer coisa para saber que se passou na sua cabeça nos dois segundos em que você me fitou antes de me dar um "oi" com as mãos e desenhá-lo na sua boca, com seus lábios.&lt;br /&gt;Não foi susto te ver. Desde do último dia que nos vimos, que espero por esse momento. Mais que isso. Parece que cada noite minha fora de casa nessa cidade é marcada pela certeza de que posso te encontrar. Assim foi durante esses meses, e ontem, não podia ter sido diferente. Sai de casa me achando bonita e enquanto esperava, você passou pelos meus pensamentos e eu, como em todos os outros dias, imaginei que aquele seria o dia de nosso reencontro. E foi. Ontem foi.&lt;br /&gt;Não fiquei anciosa ao te ver, não fiquei nervosa, não fiquei chocada; afinal te esperava mesmo. Não deu para me ocupar muito de você, não deu para meus olhos passearem muito por você. Eu não poderia ter permitido mais do que tivemos. Confesso que foi suficiente, que foi como o esperado, que foi imensamente bom te ver. Melhor foi te ver mais ou menos como eu o deixei, ver que não reatou namoro, ver que ainda ocupa noites vazias com gente vazia e lugares igualmente vazios. Confesso ainda esperança de um dia ser eu o espaço que irá preencher tudo isso.&lt;br /&gt;Do lado de cá, fico como me mantenho desde do dia em que nos conhecemos efetivamente. Aguardo um sinal sem pressa, numa espera lenta e pouco dolorida de quem sabe que não há nada de concreto entre nós, nem de longe.&lt;br /&gt;Sei que foi para casa pensativo, tanto quanto eu e, só de ter visto isso nas marcações das suas expressões, fico feliz. é uma honra pertubar seus pensamentos. Não sei que pensamentos foram e daria tudo para saber. Tudo para saber que passou na sua cabecinha quando estávamos dividindo o mesmo bar na outra noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-785621712899315083?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/785621712899315083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=785621712899315083' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/785621712899315083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/785621712899315083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/04/suspiro.html' title='Suspiro'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-107468617103152995</id><published>2009-04-23T16:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T16:52:39.710-07:00</updated><title type='text'>Segunda</title><content type='html'>Das coisas que eu conheci, só quero as que me leve para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abdicar do que enclausura, abdicar do que me torna. O preferível é o não ser sempre eterno de espírito curioso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-107468617103152995?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/107468617103152995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=107468617103152995' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/107468617103152995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/107468617103152995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/04/segunda.html' title='Segunda'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-2370914458485665981</id><published>2009-04-11T12:06:00.000-07:00</published><updated>2009-04-11T12:33:33.952-07:00</updated><title type='text'>Rosa cravo</title><content type='html'>Sou uma com traços de um, com respingos de homem miscíveis nas borbolhas da sopa quente da minha feminilidade. Café amargo com leite desnatado. Maxista demais para dirigir e aceitar que as mulheres são realmente boas nisso. Umas ou outras é claro, que acabam fugindo à regra, mas pegar num volante é coisa de quem tem noção de espaço e pouca imaginação suficiente para não bater em nada e se manter em movimento constante. Não teria problemas em não pintar os olhos com maquiagem, não depilar os suvacos e beijar mulheres. Admirar coxas bem torneadas de tamanhos, cores e diâmetros diferentes. Em arrepiar com decotes, apreciar maciez e hostilidade de cabelos, cheiros, intensões discretas de quem sempre quer (na verdade) mais que você. Não teria problemas em ter pênis. Mas, lisa que sou entre as pernas, não consigo deixar de gostar muito de homens. Deixo as mulheres para quem as queira. Infelizmente, não é minha praia.&lt;br /&gt;Vejo em mim um homem frustrado, que seria interesantíssimo, bonitão, de pernas grossas, olhos verdes e cabelo castanho. Tudo bem, não seria muito alto, mas também, não seria nanico. Enfim, as vezes me irrita ter mãos pequenas e pouca força nos braços. Não sou lá uma donzela fresca que tem medo de lagartixa. Também não ando de suspensório (mas até que é estiloso sim!). Sou prática demais para uma mulher, decidida demais para um homem. Sou queijo e goiabada e gosto de assim ser. O que não quer dizer que sou meio os dois, ou que esteja em cima do muro. Não estou discutinho preferência sexual. No corpo de mulher, desejo pelo que é oposto. Na alma de mulher, respingos da alma do oposto. Cara de boneca, traços finos, unhas grandes e também mais pelos pelo corpo que muitos menininhos e homenzinhos que existem por aí. Poderia dizer que se tivesse ficado mais uns cinco minutos dentro da barriga da minha mãe, tinha mudado de opinião e nascido do lado que acha que manda. Entretanto, preferi ser meio-a-meio. E muito fiel a cada meio correspondente. Nada de saltos para ir para a faculdade, nem de dormir sem tirar a maquiagem. Mas que quase talhou o leite, isso, ninguém pode negar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-2370914458485665981?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/2370914458485665981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=2370914458485665981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2370914458485665981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2370914458485665981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/04/rosa-cravo.html' title='Rosa cravo'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-7690186183497788004</id><published>2009-04-01T09:22:00.000-07:00</published><updated>2009-04-02T07:08:58.378-07:00</updated><title type='text'>A música que chega</title><content type='html'>Impressionante. Você baixa um monte de músicas no computador. Umas você baixa porque te indicam, por curiosidade, enfim... você até ouve uma vez e elas acabam ficando lá, largadas. Aí, um belo dia, você, sei-lá-porque, resolve escutá-las novamente. Aí ouve mais uma vez. Acaba que você se pega cantando a diaba e cheio de vontade de ouvi-la. Pronto, já era, a música bateu, a letra acomodou. Dificíl será tirá-la da cabeça! tente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7690186183497788004?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7690186183497788004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7690186183497788004' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7690186183497788004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7690186183497788004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/04/musica-que-chega.html' title='A música que chega'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-457658852020453772</id><published>2009-04-01T07:21:00.001-07:00</published><updated>2009-04-01T07:22:43.314-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Perdoem as asneiras! Estou sem tempo até pra ordenar ideias e pensar algo mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-457658852020453772?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/457658852020453772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=457658852020453772' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/457658852020453772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/457658852020453772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/04/perdoem-as-asneiras-estou-sem-tempo-ate.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8981042825321516549</id><published>2009-03-31T17:15:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T18:02:14.070-07:00</updated><title type='text'>Homem-estufa</title><content type='html'>Por que há tanta dificuldade em libertar o amor? Por que insistimos em sufocar exatamente o que o torna tão belo: sua liberdade? O que acontece que nos faz querer o prender, querer ter posse, ter domínio, querer o ter dentro das mãos. Não é preciso isso para sentí-lo entre os dedos. Por que não amar a todos, amar a muitos e a qualquer um. Ao invés disso, nos corroemos de ciúmes, sofremos com traições, remoemos desavenças.&lt;br /&gt;Ninguém é de ninguém, pelos menos não deveria ser. O amor é para ser distribuído, multiplicado. Que nos faz guardá-lo, individualizá-lo para um só?&lt;br /&gt;Devíamos é nos doar mais de corpo, alma e de tudo o mais. Porque assim é o amor: é corpo, é alma e tudo o mais.&lt;br /&gt;Abrir os relacionamentos, ter múltiplos relacionamentos, uma família de um milhão. Ah, devíamos todos estar abertos para receber e distribuir amor quando for possível tê-lo. Nos permitir conhecer melhor aos outros e se deixar conhecer. Penetrar naquele, invadir seus costumes, adentrar pensamentos, beber das suas ilusões, dos seus sonhos dos seus ideais e criações.&lt;br /&gt;Sair por aí desfilando intenções de amor, intenções de amar. Sempre disposto, sempre afim.&lt;br /&gt;Que belo seria o mundo despido das amarras, do peso das convenções, da força da moral cooptada.&lt;br /&gt;Entender que o outro é tão interessante e tão imprescindível quanto você, e por isso tem direito a estar junto de quem você também ama.&lt;br /&gt;Como é dificil escapar do egoísmo, se deixar levar pelo que vai contra. Que coisa é essa que vai contra?&lt;br /&gt;Saibamos, que nunca dará certo. Não do jeito que é, não do jeito que está. Isso de agora, não é amor... e sem amor nada sobevive por muito tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8981042825321516549?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8981042825321516549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8981042825321516549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8981042825321516549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8981042825321516549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/03/reforma-agraria-do-amor.html' title='Homem-estufa'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-2172704653909886061</id><published>2009-03-01T16:47:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T19:22:22.999-08:00</updated><title type='text'>Testamento</title><content type='html'>Preocupa-me o fato de não ter um lugar onde jogar minhas cinzas, que seja tão importante para mim que as mereça. Falo em merecimento como se fossem realmente algo importante, valioso. Algo é valioso se tem para quem assim ser, e se fosse pensar assim, talvez se torne indiferente o lugar onde irão parar meus vestígios orgânicos. Menos romântico do que Brokeback Mountain, talvez acabem num regular cemitério. Normal, banal, corriqueiro.... Afinal que herança mais tosca: cinzas mortais... E quanta inveja a minha!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-2172704653909886061?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/2172704653909886061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=2172704653909886061' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2172704653909886061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2172704653909886061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/03/testamento.html' title='Testamento'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-7269425771481308166</id><published>2009-02-14T06:21:00.000-08:00</published><updated>2009-02-14T17:54:17.130-08:00</updated><title type='text'>Sim, é pelo filme de ontem</title><content type='html'>THE BLOWER´S DAUGHTER&lt;br /&gt;Damien Rice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And so it is&lt;br /&gt;Just like you said it would be&lt;br /&gt;Life goes easy on me&lt;br /&gt;Most of the time&lt;br /&gt;And so it is&lt;br /&gt;The shorter story&lt;br /&gt;No love, no glory&lt;br /&gt;No hero in her sky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can't take my eyes off of you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off of you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And so it is&lt;br /&gt;Just like you said it should be&lt;br /&gt;We'll both forget the breeze&lt;br /&gt;Most of the time&lt;br /&gt;And so it is&lt;br /&gt;The colder water&lt;br /&gt;The blower's daughter&lt;br /&gt;The pupil in denial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can't take my eyes off of you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off of you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oooooooooohh&lt;br /&gt;Did I say that I loathe you?&lt;br /&gt;Did I say that I want to&lt;br /&gt;Leave it all behind?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can't take my mind off of you&lt;br /&gt;I can't take my mind off you&lt;br /&gt;I can't take my mind off of you&lt;br /&gt;I can't take my mind off you&lt;br /&gt;I can't take my mind off you&lt;br /&gt;I can't take my mind...&lt;br /&gt;My mind...my mind...&lt;br /&gt;'Til I find somebody new&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7269425771481308166?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7269425771481308166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7269425771481308166' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7269425771481308166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7269425771481308166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/02/sim-e-pelo-filme-de-ontem.html' title='Sim, é pelo filme de ontem'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8766479452108487080</id><published>2009-02-13T13:08:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T13:17:43.301-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mais vale odiar o descoberto do que amar o que não se conhece. É fácil amar o que se sabe pouco, mas que tipo de amor é esse? Mais seria fé do que amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8766479452108487080?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8766479452108487080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8766479452108487080' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8766479452108487080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8766479452108487080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/02/mais-vale-odiar-o-descoberto-do-que.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1995335090231070974</id><published>2009-02-01T11:33:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T11:56:49.298-08:00</updated><title type='text'>Fique junto dos teus</title><content type='html'>Não tenho dado motivo. Não, não tenho. Não pode se queixar. Talvez as cólicas estejam me impedimdo de pensar. Talvez tenha cansado de fazer cara de quem sabe, cara de quem quer. Quando a gente relaxa, duas coisas acontecem: ninguém aparece e alguém aparece. É que alguém apareceu quando eu ainda fazia cara de fome e não de saciada. Tudo bem, o silêncio fala por nós. A questão é que agora tranquei a porta, quem veio vai ficando, quem ficou do lado de fora que espere até eu me sufocar e ter que abrir pro ar renovar as veias, as artérias do coração. Do seu jogo eu já conheço, não é só comigo que você é mosca de padaria. Toda essa vontade é quase inacreditável. Acho que é passageira. Eu que não me arrisco. Quem gosta de ouvir piadinhas lê comédias. E seriam tantos os aborrecimentos. Teria que estar muito certa, muito pronta pra bater de frente, aguentar fofoquinhas e narizes tortos de quem perdeu. Estouo vendo você passar diante do meu sussego. Te vejo como quem tá no papel ilustre de chave de cadeia. Não que seja por uma vontade plena, mas também não são coisas simplesmente te ocorrem. A situação é essa e você, só calibra a realidade. Eu? Eu... antes anciosa dentro da prisão do que infeliz na liberdade. Não gosto de sinismo, assumo. Quando to no alto, aproveito. Quando quero descer, desço. Ficar em cima do muro dói as costas. E cá entre nós, você não está pronto pra perder. Não está pronto pra abandonar as glórias. Convenhamos, quem tanto faz por debaixo dos panos, acaba ficando bem pros dois lados. Quero ver ganhar confete de quem te conhece as entranhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1995335090231070974?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1995335090231070974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1995335090231070974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1995335090231070974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1995335090231070974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/02/fique-junto-dos-teus.html' title='Fique junto dos teus'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4659784771525589888</id><published>2009-01-18T17:45:00.000-08:00</published><updated>2009-01-18T18:07:25.443-08:00</updated><title type='text'>Reciclável amor</title><content type='html'>Ingenuidade é pensar que estamos destinados a um único amor na vida. Ingenuidade maior é achar que um amor acaba. Sempre é possível amar novamente. Apaixonar-se faz parte da nossa criatividade. Um amor não é excessão, é raridade. Não vamos confundir. Não se sai por ai amando a torto e a direito (infelizmente), mas também não se pode achar que só há um para cada vida. Seria mais que injusto, seria assustador, deprimente, desumano. Condenar cada pessoa a amar indefinidamente uma única criatura e só. Pobre do amado também. O amor não seria nada além de um fardo. Seria como matar o amor, matar o que lhe faz ser o que é: sua espontaneidade. Agora, realmente acho que amores são para vida toda, mas não na forma de um destino ou um fim irremediável. Há diversas formas de amar e um amor também não anula o outro. O amor muda, pode mudar de forma, de direção, sem se apagar, sem se extinguir para sempre de dentro da gente. Talvez apenas decante no fundo do nosso pensamento. Basta agitar para usá-lo denovo. E basta deixalo quieto para que outro venha a tona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4659784771525589888?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4659784771525589888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4659784771525589888' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4659784771525589888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4659784771525589888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/01/reciclvel-amor.html' title='Reciclável amor'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-2747893344274888358</id><published>2009-01-06T15:23:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T15:24:11.729-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;O problema é que eu sei demais sobre você. A realidade é muito dura. O amor precisa de um pouco de fantasia para sobreviver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-2747893344274888358?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/2747893344274888358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=2747893344274888358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2747893344274888358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2747893344274888358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2009/01/o-problema-que-eu-sei-demais-sobre-voc_1040.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8190690254476069533</id><published>2008-12-19T16:05:00.000-08:00</published><updated>2008-12-19T16:15:27.660-08:00</updated><title type='text'>Eu sei bem mais do que antes</title><content type='html'>Hoje mais do que nunca tudo faz sentido, todas as letras de músicas que mexiam comigo, as que eu sempre achei maravilhosas, mas sem um motivo concreto. Os poemas mais afins, hoje eu entendo. Todos premonições do que um dia estaria por vir. Todos se encaixam assustadoramente, as frases são diretas. Elas falam de nós. E não venha me dizer que o amor é universal e que as dores de cutovelos são todas iguais.  Não mesmo. Por isso a beleza desses versos. Sua capacidade de se transformar aos olhos de cada um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8190690254476069533?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8190690254476069533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8190690254476069533' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8190690254476069533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8190690254476069533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/12/eu-sei-bem-mais-do-que-antes.html' title='Eu sei bem mais do que antes'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8288597247004417558</id><published>2008-12-19T14:10:00.001-08:00</published><updated>2008-12-20T09:50:24.495-08:00</updated><title type='text'>Enfim só</title><content type='html'>Não sei o que Deus quer de mim. E esta é uma pergunta que tem me ido e vindo várias vezes há um tempo. Talvez desde que fui embora, talvez desde antes. Não sei onde ele quer que eu chegue, aonde quer me levar, o que quer que eu aprenda com todos esses "contratempos". Chego a ter medo do que posso me tornar. Medo que ainda está por vir, medo do título que Ele quer que me seja de direito. Há de haver muita luta ainda e os méritos só são colhidos depois de muito penar. Sim, obviamente vale a pena, mas não deixo de temer os males que me esperam. Ao menos não me falta certeza no caminho de flores. Se consegui melhorar tanto em tão pouco tempo, imagino a coleção que poderei ter no fim. Isso me tranquiliza. Nunca sofri de falta de fé, apenas, mortal que sou, deixei que ela se enfraquecesse em certos momentos.&lt;br /&gt;As pistas sempre parecem indicar, de um jeito ou de outro, que o que eu tenho que aprender é ser sozinha, que no fundo é isso que sou, o que somos: sós. Tudo acaba sempre apontando para "um cada um por sí". Tenho perdido muitas coisas, tenho sido "privada" de muitas outras. Aprendido na marra, não pela cabeça dura que é um item da coleção de coisas que perrdi a tempos; mas pelas circunstâncias mesmo. Não tenho mais um ponto se quer de apoio. Tudo esvaiu-se. Não tenho uma só pessoa que possa me situar, que possa me tranquilizar com sua simples e completa existência.&lt;br /&gt;Se lá não estou bem, sempre soube que seria ilusão achar que aqui estaria. Uma vez fora, impossível voltar ao que um dia se teve. A regra é andar para frente. A solução está sempre adiante e não no que não pode ser ou foi.&lt;br /&gt;De qualquer forma, sinto minha alma mais perto, me sinto mais em mim. Talvez seja isso. Por mim mesma não iria trocar os outros pela minha presença. Agora que já não estão, escuto minha própria respiração no silêncio quase enlouquecedor da ausência de uma alma afim. Da alma que eu sempre senti saudade, desde que nasci, desde que adentrei nesse mundo e nesse corpo. Verdade, a saudade tinha passado, se ausentou por um período da minha vida, ou talvez só tivesse me observando de longe (ou não tão de longe). Posso dizer que talvez estivesse sentindo saudade da saudade, que ela é parte de mim, nasceu e deverá por direito, morrer comigo. Ser minha até o fim. Minha e de ninguém mais. Hoje, colei comigo mesma. Sinto o retorno de meu velho gosto de menina, a volta da criatividade pulsante e consigo sentir o calor da arte fervilhando em mim. Quero gritar. Gritaria. Gritaria se não fosse pelo coração apertado, se não fosse a saudade, a ausência sem começo nem pretensão de fim. Como se fosse possível a coexistência de dois corações: um cristalizado pelo frio do vazio impreenchível e outro aquecido e cheio de sonhos, a salvo da interferência que a presença de outros insistem em se fazer insistir. Um coração meu e um da multidão. De qualquer forma sinto-me de volta e cada vez mais perto. Ainda bem, por um instante fui tão feliz que achei que teria me perdido para sempre. Enfim, é como se ouvisse minha própria voz dizendo: "Tudo bem, eles já foram. Pode dormir em paz agora. Pode voltar a sonhar com o impreenchível preenchido e voltar sofrer sua felicidade sozinha. Ninguém há de ouvir seus soluços nem seus risos, além de você. Ninguém há de perturbar sua radiante tristeza."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8288597247004417558?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8288597247004417558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8288597247004417558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8288597247004417558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8288597247004417558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/12/enfim-s.html' title='Enfim só'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3658059527518756535</id><published>2008-12-12T11:52:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T11:57:19.423-08:00</updated><title type='text'>É preciso um bocado de tristeza...</title><content type='html'>E hoje bebo da melancolia a pequenos goles para não engasgar no soluço da solidão. A tristeza é como o vinho, em pequenas doses faz bem ao coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3658059527518756535?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3658059527518756535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3658059527518756535' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3658059527518756535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3658059527518756535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/12/preciso-um-bocado-de-tristeza.html' title='É preciso um bocado de tristeza...'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-5406356695718890528</id><published>2008-12-10T08:32:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T06:30:31.171-08:00</updated><title type='text'>Aos nossos olhos</title><content type='html'>Esses dias me olhei no espelho e em lugar dos meus olhos, vi os de Clara. Aqueles mesmos olhos grandes expressivos e pesados, escurecidos pelas olheiras e pelos cabelos castanhos. Olhos que eu sempre achei que falavam por si só. Olhos que um dia foram cor de céu, exatos olhos de Capitu. Hoje são olivas. Talvez tenha sido um delírio de cansaço do fim de período. Sei que no espelho do banheiro, foram os olhos dela que reconheci no meu rosto pálido. Nós, tão diferentes na nossa semelhança. Herdeiras do mesmo útero invertido, filhas da mesma avó, incumbidas de sermos sem pai. De início estranhei aquela similaridade, mas logo cedi a inevitável semelhança externa que temos. Normal, somos irmãs, mais que isso. Clara vê minhas fotos de criança e acha que é ela. O estranho é que apenas por aqui bastam nossas semelhanças. E isso as vezes me faz esquecer que impróprio seria se não a reconhecesse em mim. Na idade dela eu esbravejava para que me deixassem fazer as coisas sozinha e emburrava ao constatar minhas incapacidades de um corpo ainda infantil. Eu queria era fazer, como se sempre soubesse tudo que sei hoje em termos de habilidades, mas, sendo criança, a idade "cognitiva" não me permitia. Me via assim, presa na minha infância. Já Clara, esbraveja logo um pedido de ajuda e um clássico "eu não consigo" diante das mais poucas coisas. À nossa criação desatenta, respondia com rancor e muitas "patatas" nos "culpados". Ela responde com uma inocência cúmplice aos "culpados", o que também a exclui do mundo real com eles; ou então responde com uma tristeza digna de pena. Os tempos dela são outros, mas vejo as mesmas histórias se repetirem e a vejo passar por muito do que eu passei. A vendo muitas vezes me vejo e tudo me faz entender antigas lacunas; descontinuidades que hoje, pude alinhar. Certamente, os tempos dela são mais difíceis. As coisas complicaram muito mais em 15 anos. Não sei se poderia eleger uma de nós como sendo a mais preparada para essa família. Sei apenas que estarei aqui e poderei explicar a ela as várias confusões que tinha na cabeça e a ela também serão inevitáves. São consequências do nosso "fantástico mundo de Bob". Os tempos são outros, as pessoas nem tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-5406356695718890528?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/5406356695718890528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=5406356695718890528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5406356695718890528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5406356695718890528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/12/aos-nossos-olhos.html' title='Aos nossos olhos'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-6481217271989466702</id><published>2008-11-21T11:47:00.000-08:00</published><updated>2008-12-20T09:54:21.633-08:00</updated><title type='text'>Enquanto houver luz</title><content type='html'>Mas uma coisa é certa: os que passaram por mim ficaram (e até mesmo estão) muito mais do que os que por ti andaram. Porque minha sensibilidade é porta aberta para quem quizer alguma compania para uma conversa, para uma música, para um beijo, ou apenas para umas boas risadas a dois, a muitos. E que permaneçam em mim, todos, até o fim de minha vida. Pois meus olhos agora são luz, meu colo agora conforta, meu peito explode de tanto pulsar, do meu corpo irradia vontade e um querer acima de qualquer suspeita. Meu amor extravasa, meu amor por pessoas, meu amor por gente, minha sede de histórias, minha sede por noites intermináveis. Queria que as noites fossem eternas, que o fulgor nunca me adandonasse. Que a vida não passasse de um sonho intenso, cheio de alucinações cotidianas.&lt;br /&gt;Você insiste em se trancar, insiste em se esconder, em caminhar com as maõs soltas, vazias. Insite em desatar laços, em não fazer de nada permanente. Em matar todas as ilusões do pensamento infinito. Nunca os quer sentir de perto, nunca os quer penetrar a alma. Não os quer além do simples encontro. No entanto eu fui mais longe. Consegui escorregar entre as frestras e pude ver o mais lindo amor resistindo por debaixo de tantos esconderijos. Pena que ele não consiga sair de lá.&lt;br /&gt;Você disfarça, desconversa. Eu escancaro. Quem vê me culpa, eu que sinto sei das coisas. Descubro por debaixo dos panos uma fidelidade de sentimento e dezenas de traições de carne. Não escondo meus amores, não cubro meus pecados. Você desconversa. Faz tudo nas entre linhas. Eu leio até as notas de rodapé. Sei muito mais que imaginas, sei muito menos do que imagino, sei que há muito para ainda me surpreender. Que importa? No fim, só eu sei o caminho obscuro que leva para dentro daquilo que te acende, que te disperta, nem que seja por um tempo tão corrido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-6481217271989466702?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/6481217271989466702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=6481217271989466702' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6481217271989466702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6481217271989466702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/11/mas-uma-coisa-certa-os-que-passaram-por.html' title='Enquanto houver luz'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-5876312888343060415</id><published>2008-11-21T11:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T11:37:36.943-08:00</updated><title type='text'>Chico Buarque tem cheiro de infância</title><content type='html'>Só eu sei dos dias em que minha mãe ainda usava pregadeiras no cabelo formando um rabo de burro curto com os cabelos pretos. A época em que as janelas estavam abertas para o sol, época da cadeira de balanço na varanda, época em que meu avô era vivo e passava os dias e as tardes no quintal com os passarinhos, e as noites lendo. Minha vó era tão ativa e não aparentava de nenhum jeito a idade que tinha. Saudades do tempo em que ainda se ouvia música naquela casa, saudades do vinil, dos LPs... saudade da época em que eu era mais mal humorada e ranzinza e magrela. Saudade da minha franjinha. Saudades do Chico...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-5876312888343060415?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/5876312888343060415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=5876312888343060415' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5876312888343060415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5876312888343060415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/11/chico-buarque-tem-cheiro-de-infncia.html' title='Chico Buarque tem cheiro de infância'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-594849168217040788</id><published>2008-11-21T07:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T09:04:01.712-08:00</updated><title type='text'>Experiência e pobreza</title><content type='html'>"Ao cansaço, segue-se o sonho, e não é raro que o sonho compense a tristeza e o desânimo do dia, realizando a existência inteiramente simples e absolutamente grandiosa que não pode ser realizada durante o dia por falta de forças. A existência do camundongo Mickey é um desses sonhos do homem contemporâneo... e aos olhos das pessoas, fatigadas com as complicações infinitas da vida diária e que vêem o objetivo da vida apenas como o mais remoto ponto de fuga numa interminável perspectiva de meios, surge uma existência que se basta a si mesma, em cada episódio, do modo mais simples e mais cômodo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter Benjamin - Magia e técnica, arte e política - ensaios sobre literatura e história da cultura&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-594849168217040788?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/594849168217040788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=594849168217040788' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/594849168217040788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/594849168217040788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/11/experincia-e-pobreza.html' title='Experiência e pobreza'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8836124506846517272</id><published>2008-11-21T07:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T07:13:53.661-08:00</updated><title type='text'>Experiência</title><content type='html'>"A experiência é carente de sentido e espírito apenas para aquele já desprovido de espírito. Talvez a experiência possa ser dolorosa para a pessoa que aspira por ela, mas dificilmente a levará ao desespero."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter Benjamin - Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8836124506846517272?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8836124506846517272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8836124506846517272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8836124506846517272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8836124506846517272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/11/experincia.html' title='Experiência'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-5185084745262417613</id><published>2008-11-18T15:07:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T15:08:53.098-08:00</updated><title type='text'>Eh como diz o ditado (2)...</title><content type='html'>bocabertô, outro levô!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-5185084745262417613?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/5185084745262417613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=5185084745262417613' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5185084745262417613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5185084745262417613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/11/eh-como-diz-o-ditado-2.html' title='Eh como diz o ditado (2)...'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-2986493659857092347</id><published>2008-11-12T06:26:00.001-08:00</published><updated>2009-03-08T08:55:02.861-07:00</updated><title type='text'>É como diz o ditado...</title><content type='html'>...quem vive de eternamente ontem, é  filisteu!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-2986493659857092347?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/2986493659857092347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=2986493659857092347' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2986493659857092347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2986493659857092347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/11/como-diz-o-ditado.html' title='É como diz o ditado...'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1668862989887276782' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1668862989887276782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1668862989887276782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/11/algum-pode-estar-muito-mais-presente-em.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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Você começa a ver uma, aí vê outra, ai vai puxando outra, e vai desenterrando fotos e acaba sempre morrendo de saudade até mesmo da blusa que você estava naquele dia, ou do enfeite que ficava na copa da sua casa e que você não faz menor idéia do fim que teve. Eu sempre choro, é uma droga... tanta coisa que a gente deixa para trás, tanta coisa que nunca mais será vivida novamente, tantas pessoas, e pior, tantas coisas que eu não posso viver porque não me deixam! Graças a Deus, eu posso dizer que sei aproveitar momentos, épocas, fases, até as ruins. O problema é quando se é impedido de aproveitar! Aí vem a saudade do que nem se chegou a fazer, do que poderia existir. E é sem dúvida o pior tipo de saudade que alguém pode ter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-313526449243092588?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/313526449243092588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=313526449243092588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/313526449243092588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/313526449243092588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/11/e-o-que-vai-ficar-na-fotografia.html' title='E o que vai ficar na fotografia...'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1328265340243111591</id><published>2008-10-29T11:49:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T12:08:36.666-07:00</updated><title type='text'>De "se" já basta o Djavan</title><content type='html'>Acho que não sei mais "ficar" (ô termo!), só namorar! Calma pretendentes! Abandonemos nomes e classificações ok? Com "namoro", não quero fazer menção a estrutura correspondente de "namorado" que se criou. Não digo do compromisso sério, da aliança, do amor eterno e etc, etc. Refiro-me apenas a um laço mais duradouro, mais profundo, mais envolvente, a uma relação com proximidade, ao fato de conhecer pessoas, de se envolve, de estar aberto, de ter e desenvolver sentimentos. Falando "namoro" só pretendo excluir o caráter volátil, vago, frouxo de uma relação com alguém. É estranho "ficar ficando" com alguém que não se pense num depois. É insensível, é sem paixão, casual. Não dá, ou bem me sou, ou bem me travo. Quando estou junto, tenho vontade de abraçar, de beijar, de fazer carinho, de tratar com carinho. Ou é isso, ou não é sabe. Não há como ter meios sentimentos, meia vontade, meio querer, meia paixão. Ou tem ou não tem, ou fica junto ou fica separado! A não ser que seja um beijo e pronto, sem mais delongas. Não estou me refirindo a pegação, mas a pessoas mais ou menos fixas que aparecem pela nossa vida. Acho que há muito amor em mim para ficar preso, deve ser isso. Amo muito pessoas, tenho sede de gente, de conhecer, de ouvir histórias, de saber delas. Talvez esse amor por gente que tenha me levado a psicologia. Não gosto de meio termos, cada vez gosto menos. O bom é deixar arder. Se não foi, não havia de ser e simbora curtit uma dor de cotuvelo, admirar músicas melosas e chorar sozinho agarrado no travesseiro. Para mim, vale mais! É muito melhor se jogar, viver, arriscar, do que se esconder atrás de medos, de incertezas. A certeza vem com o tempo, ou não. Para que certezas, para que se preoculpar em ter certeza? Que é certo na vida? Quase nada. Se é para beijar, beija caramba, vai ficar fazendo doce? Se quer ir mais além, se tem pele, se tem desejo (se tem meeesmo!), porque não? Que falta? Sejamos menos convencionais! Pulemos etapas, sigamos mais nós mesmos! Não sugiro aqui uma bacanal, mas sugiro que deixem rolar. Descompliquem! Se bateu, se você sentiu (mas se sentiu meeesmo!), se pode confiar, não fuja, se deixe levar! É muito melhor chorar, sorrir, brigar, estar junto, ter ciúmes, fazer amor, sexo ou sei lá qual nome queiram dar, do que ficar cheio de dedos com pessoas, com situações. Mete a mão porra! Vai viver de "se"? Já basta o Djavan. Pelo menos ele ganha dinheiro com isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1328265340243111591?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1328265340243111591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1328265340243111591' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1328265340243111591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1328265340243111591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/10/de-se-j-basta-o-djavan.html' title='De &quot;se&quot; já basta o Djavan'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-7173000206457677654</id><published>2008-10-26T16:28:00.001-07:00</published><updated>2008-10-26T16:45:09.747-07:00</updated><title type='text'>Sonhando com a casa própria</title><content type='html'>Tudo que eu mais quero é um canto. Ô gente vocês nem sabem o quanto! Qualquer lugarzinho para eu ficar. Só para eu fazer minha bagunça (se é que eu ainda sei fazer bagunça depois desse quartel!). Imaginem eu chegando no meu cantinho assim, de preferência bem pequenininho, aconchegante, fofinho. Eu iria chegar todos os dias da faculdade, jogar a mochila para o lado, arrancar a roupa, ligar a televisão e dizer "oi Miguel"! É, Miguel é um plano que eu tenho desde que vim pra cá: um gato gordo e malhado que me ajudaria a fazer bagunça no nosso cafofo! Vi hoje um gato perfeito, todo Miguel, lá na reitoria da UFF. Fiquei babando! Também teria muita bebida no meu cantito, vinho, vodka, malibu... fora os petiscos e um kit caipirinha e o baralho. Fora as frutas! Fora o som, eu poderia ouvir música gente! Ai meu Deus! E poderia deixar meu tênis no chão! AH e sempre teria alguéns por lá (se colbesse alguéns, senão, alguém tava de bom tamanho!). Um lugar que eu pudesse levar gente e pudesse chegar a hora q eu quisesse e deixar meu mate na geladeira o tempo q fosse! Poderia até abrir mão de Miguel e das biritas e ter apenas um quarto so para mim! Já tava de bom tamanho! Um quarto! Céus, só um quarto! Um  pouco de privacidade e liberdade, só isso, só isso. Um pouco mais de um ano sonhando esse mesmo sonho, cada segundo sonhando com isso. Niterói é um lugar muito injusto com nós estudantes. A vida é muito cara, muito cara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7173000206457677654?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7173000206457677654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7173000206457677654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7173000206457677654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7173000206457677654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/10/sonhando-com-casa-prpria.html' title='Sonhando com a casa própria'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-942310364457347930</id><published>2008-10-24T08:11:00.001-07:00</published><updated>2008-10-24T08:11:56.162-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo Jabor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-942310364457347930?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/942310364457347930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=942310364457347930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/942310364457347930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/942310364457347930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/10/se-no-quer-se-envolver-namore-uma.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-279665042322975257</id><published>2008-10-23T16:27:00.000-07:00</published><updated>2008-10-24T08:13:32.369-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Tem que ser muito macho para um homem ir numa festa de saia!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aulas de marcelo - Psicologia e Processos de formação I&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-279665042322975257?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/279665042322975257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=279665042322975257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/279665042322975257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/279665042322975257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/10/tem-que-ser-muito-macho-para-um-homem.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4411249105767082609</id><published>2008-10-21T16:44:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T16:52:11.852-07:00</updated><title type='text'>Quando um certo alguém...</title><content type='html'>E agora todos os dias eu chego em casa com seu cheiro. É seu cheiro que fica pelas minhas roupas e por mim! gosto dele...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4411249105767082609?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4411249105767082609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4411249105767082609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4411249105767082609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4411249105767082609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/10/e-agora-todos-os-dias-eu-chego-em-casa.html' title='Quando um certo alguém...'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3320842056624053908</id><published>2008-10-14T16:54:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T17:22:41.758-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Minhas pintas gostam de se agrupar de três em três!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3320842056624053908?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3320842056624053908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3320842056624053908' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3320842056624053908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3320842056624053908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/10/minhas-pintas-gostam-de-se-agruparem-de.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8738903185844435198</id><published>2008-10-05T13:59:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T14:11:54.349-07:00</updated><title type='text'>Porque a dor de cotuvelo serve para ser curtida, e o amor é brega</title><content type='html'>Porque você é o silêncio que me escuta nesse falatório.&lt;br /&gt;Porque a gente vê a vida pela mesma fresta.&lt;br /&gt;Porque nossa vontade de conhecer nunca cessa.&lt;br /&gt;Porque de todas as bagunças que eu faço, a que mais me agrada é a nos seus cabelos.&lt;br /&gt;Porque quando você vai leva parte de mim, e quando eu vou deixo um pedaço.&lt;br /&gt;Porque se com você já não sou, sem você nunca fui.&lt;br /&gt;Porque nada me inspira mais do que sua ausência.&lt;br /&gt;Porque a gente sempre se conheceu desde o momento em que nossas vidas se cruzaram.&lt;br /&gt;Porque nunca conheci amor mais verdadeiro ... que o meu por ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8738903185844435198?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8738903185844435198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8738903185844435198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8738903185844435198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8738903185844435198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/10/porque-dor-de-cotuvelo-serve-para-ser.html' title='Porque a dor de cotuvelo serve para ser curtida, e o amor é brega'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4577100618279896794</id><published>2008-10-04T08:10:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T08:11:59.185-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>...e haverá mulher capaz de saciar um homem ao ponto de não fazê-lo pensar ou querer mais nenhuma? E haverá homem capaz de satisfazer em plenitude uma mulher?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4577100618279896794?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4577100618279896794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4577100618279896794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4577100618279896794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4577100618279896794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4300100769067986320</id><published>2008-10-02T16:57:00.000-07:00</published><updated>2008-10-02T17:24:06.532-07:00</updated><title type='text'>Da licença, mas vou falar de mim um cado</title><content type='html'>Coisas importantes que reparei em mim:&lt;br /&gt;Estou transparente;&lt;br /&gt;Minhas sombrancelhas ficam melhor mais grossas porque assim disfarçam minha enorme buchecha, minha buchecha é imensa;&lt;br /&gt;Estou bem assim mais magra, mas n sei quanto tempo isso vai durar;&lt;br /&gt;Não sou mesmo melhor do que ninguém, mais que isso, sou comum, sou mais uma, não tenho nada de mais, não, não me destaco;&lt;br /&gt;Pedi a Deus um curso intensivo para evoluir mais rápido;&lt;br /&gt;Também não sou muito inteligente, pelo menos nem tanto como eu e muitos imaginávamos;&lt;br /&gt;Apesar de toda coleção de frustações que tenho passado, estou feliz (incrível rapaz!), talvez por pensar sempre que já passei por algo pior, e que na hora ou depois que passa , cada um desses pesares são na verdade mixuquinhas, que alías me fazem cerscer mais e mais; &lt;div&gt;Ainda quero conhecer muito mais;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho realmente que agora consigo morar com quem for e aonde for;&lt;br /&gt;Quem me conhecia, não pode me reconhecer mais e quem me conhece jamais conseguiria imaginar a Lívia de tempos atrás;&lt;br /&gt;Meu cabelo ama Niterói tanto quanto minhas vistas;&lt;br /&gt;Preciso levantar para fazer xixi de madrugada e parar de prender a vontade e voltar a durmir;&lt;br /&gt;Minhas unhas não são mais as mesmas, mas isso também é michuruquinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4300100769067986320?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4300100769067986320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4300100769067986320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4300100769067986320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4300100769067986320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/10/da-licena-mas-vou-falar-de-mim-um-cado.html' title='Da licença, mas vou falar de mim um cado'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-7575792764930211642</id><published>2008-09-30T07:42:00.001-07:00</published><updated>2008-09-30T07:45:55.166-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"... uma idéia precisa suportar o peso da experiência concreta, senão se torna mera abstração."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richard Sennett&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7575792764930211642?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7575792764930211642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7575792764930211642' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7575792764930211642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7575792764930211642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/09/blog-post_30.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3408425180097982856</id><published>2008-09-18T09:40:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T09:43:28.951-07:00</updated><title type='text'>Flôr de Lis</title><content type='html'>Valei-me, Deus!&lt;br /&gt;É o fim do nosso amor&lt;br /&gt;Perdoa, por favor&lt;br /&gt;Eu sei que o erro aconteceu&lt;br /&gt;Mas não sei o que fez&lt;br /&gt;Tudo mudar de vez&lt;br /&gt;Onde foi que eu errei?&lt;br /&gt;Eu só sei que amei,&lt;br /&gt;Que amei, que amei, que amei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será talvez&lt;br /&gt;Que minha ilusão&lt;br /&gt;Foi dar meu coração&lt;br /&gt;Com toda força&lt;br /&gt;Pra essa moça&lt;br /&gt;Me fazer feliz&lt;br /&gt;E o destino não quis&lt;br /&gt;Me ver como raiz&lt;br /&gt;De uma flor de lis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que eu vi&lt;br /&gt;Nosso amor na poeira,&lt;br /&gt;Poeira&lt;br /&gt;Morto na beleza fria de Maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o meu jardim da vida&lt;br /&gt;Ressecou, morreu&lt;br /&gt;Do pé que brotou Maria&lt;br /&gt;Nem margarida nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o meu jardim da vida&lt;br /&gt;Ressecou, morreu&lt;br /&gt;Do pé que brotou Maria&lt;br /&gt;Nem margarida nasceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3408425180097982856?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3408425180097982856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3408425180097982856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3408425180097982856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3408425180097982856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/09/flr-de-lis.html' title='Flôr de Lis'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-3108282136332456140</id><published>2008-09-16T16:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-17T10:15:51.109-07:00</updated><title type='text'>O dia em que também fui outro</title><content type='html'>Hoje acordei e não reconheci as ruas, as pessoas, os rostos, tudo estava mudado. Senti que não estava em niterói, não sei onde estava, não sei se poderia estar. O tempo era estranho, era ruim, chuvoso. Meu corpo estava enjoado, minha mente confusa, a mil e cansada. Nenhum lugar parecido, nenhuma pessoa era a mesma. Nenhum resquício ou rastro do que eu deixei quando sai. Parece que fiquei por anos fora. O caminho estava mais verde musgo. O silêncio se quebrava  pelas lágrimas, não sei se de saudade, não sei se de medo, não sei se de dor, desesperança.  O que terá acontecido? Quem estava me apoiando me deu as costas, quem estava distante veio para perto. Senti vontade de me jogar no estranho a permanecer no pequeno conhecido que ainda se disfarçava. Na verdade me roubaram as lembranças, me arrancaram o hábito de roçar a mão entre os cabelos ondulados. Mudei de apartamento de fim de semana, vou voltar a fikar fora enquanto estiver aqui. Fora de onde? Falo como se estivesse em casa, como se isso fosse possível. Já adandonei esse sonho, só quero poder dormir minhas oito horas por noite e poder ir malhar. Onde é que me situo? Os banhos tem sido num chuveiro da academia que era o de sempre, mas agora esta mais vazio, venta mais pela fresta da porta do box, a aguá cai mais curva. Meus sapatos estão guardados. Veio a mágoa, veio risos, o bom humor apesar de tanto tudo, veio consolo, veio insatisfação, sentimento de injustiça. O mundo haverá mudado ou fui eu quem foi atingida por um cometa? Quem me ocupa agora? Quem pensa por mim? Tive que abandonar os meus pertences mais íntimos, mais imprescindíveis, os pensamentos mais fiéis e os comportamentos mais próprios. Talvez deveria ter medo que ninguém mais me reconheça na rua, mas não mudei, fui mudada, é fui outro, me deram outro, me foram outro. E ah, vou me mudar de novo, aqui há varanda, mas não posso sair.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-3108282136332456140?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/3108282136332456140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=3108282136332456140' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3108282136332456140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/3108282136332456140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/09/o-dia-em-que-tambm-fui-outro.html' title='O dia em que também fui outro'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-1598989657932509841</id><published>2008-09-11T14:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-11T14:25:24.093-07:00</updated><title type='text'>Porque gostamos das coisas como elas são</title><content type='html'>Nos amamos. Nos amamos porque somos por assim dizer, farinha do mesmo saco. Somos tortos, somos sujos. Somos da vida e nos esquecemos ou só disfarçamos. Gostamos é das coisas desarrumadas, jogadas, da bagunça de um quarto com roupas espalhadas pelo chão, pelas coisas, pelos milhões de cabides que tudo vira para comprotar nossos papeis, nossa desordem.&lt;br /&gt;Gostamos de pijama. Gostamos de pijama de manha, a tarde e a noite, é nós gostamos mesmo de pijama. Gostamos é de beijo, beijo molhado, mordido, com pressa.&lt;br /&gt;Gostamos de toque, do toque apertado, das mãos entrelaçadas, do suor, do arranhão. Dos cabelos meus que ficam pelo chão, dos que caem, dos que você arranca. Gostamos de pescoço, de costas, de pele, do cheiro da pele. Da pele imunda, da pele imunda. Que graça tem a pele limpa, a pele não vivida, não experimentada? Bom é a pele que fala, grita e sussura, escorre, a pele que aquece. Gostamos da flôr da pele.&lt;br /&gt;Acho também os narizes importantes. Somos assim, frutos do mesmo pé, nos damos fácil, nos damos simples, nos damos a quem quizer. Gostamos de nos dar.&lt;br /&gt;Falamos pouco, talvez não mais que sons de um bebê. Falar se tornou dispensável, como se tivéssemos nascidos mudos e os outros sentidos tivessem que ter se apurado ao máximo para dar conta desse desfalque que a falta da fala teria ocasionado. Sentimos mutio, sentimos tanto. Sentimos falta, sentimos paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-1598989657932509841?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/1598989657932509841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=1598989657932509841' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1598989657932509841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/1598989657932509841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/09/nos-amamos.html' title='Porque gostamos das coisas como elas são'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8897797679060090390</id><published>2008-09-09T16:40:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T16:41:54.832-07:00</updated><title type='text'>Reflexão de pôr-se-sol</title><content type='html'>... pior é ser cego e voltar a enchergar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8897797679060090390?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8897797679060090390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8897797679060090390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8897797679060090390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8897797679060090390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/09/reflexo-de-pr-se-sol.html' title='Reflexão de pôr-se-sol'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4677057098886774212</id><published>2008-09-07T17:11:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T17:16:22.508-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não haveria problema em estar sozinho, se isso fosse possível. O perigo está nas pessoas e não nos lugares. Por sorte ou azar, sempre estamos em presença de nós mesmos. Se meus pensamentos calassem por uma só vez, por um só instante e eu pudesse esvaziar-me de tudo... como eu queria esvaziar-me de toda essa turbulência que me invade, me perturba. Há muito ela não cessa, ao contrário, alcança picos de uma quase loucura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4677057098886774212?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4677057098886774212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4677057098886774212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4677057098886774212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4677057098886774212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/09/no-haveria-problema-em-estar-sozinho-se.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8644189019414360536</id><published>2008-09-07T11:30:00.001-07:00</published><updated>2008-09-07T11:32:55.767-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos. Mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, pressão de família? O legal é alguém que está com você e por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer. A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thayla Adir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8644189019414360536?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8644189019414360536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8644189019414360536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8644189019414360536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8644189019414360536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/09/se-ele-ou-ela-no-te-quer-mais-no-force.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4087747035125679066</id><published>2008-09-06T14:14:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T05:15:39.848-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Meus sonhos têm me impedido de dormir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4087747035125679066?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4087747035125679066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4087747035125679066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4087747035125679066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4087747035125679066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/09/meus-sonhos-tem-me-impedido-de-dormir.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/2523450974169063569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=2523450974169063569' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2523450974169063569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/2523450974169063569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/09/blog-post.html' title=''/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-5822126212773453812</id><published>2008-08-30T14:20:00.000-07:00</published><updated>2008-08-30T14:44:01.924-07:00</updated><title type='text'>Do meu amor por pessoas "estranhas"</title><content type='html'>Muitas coisas me entristecem na vida, mas uma em particular me magoa mutio, talvez por ser tao próxima e corrente. Todo mundo rotula todo mundo, eu sei, não tem jeito, e eu não estou livre disso nem de fazer isso. A questão é que pelo menos sei que consigo não tomar isso sempre como base, como principio, como fator predominante a primeira vista. Eu ainda sou uma das poucas que acaba descobrindo um outro lado além das aparencias. Talvez nem tanto por talento meu ou bondade e menos ainda por ser desprovida de preconceitos! Quem dera! Mas o acaso costuma me jogar em situações em que me é permitido saber um pouco mais do que é exposto. E na verdade as vezes isso me incomoda, incomoda justamente por também fazer rótulos e temer que direcionem a mim os mesmos padrões atribuídos as pessoas socialmente excluídas e mal interpretadas com que acabo andando. Pura mesquinharia. E chego mesmo a ter raiva algumas vezes dessas injustiças. Vejo outros falarem mal de pessoas tão especiais que pude, só de conhecer parcialmente, perceber fortes qualidades. E isso me deixa realmente muito triste, talvez tenha muita empatia (risos), mas sinto como se a ofença fosse diretiva a mim. Sou tomada por um sentimento forte de contestação, de pena, de tristeza, rancor. Meche muito comigo, e me faz amar mais ainda essas pessoas e me sinto feliz por ter me aberto, de uma forma ou de outra, para elas, para conhecê-las e entendê-las com suas sequelagens. Sim, eu amo pessoas estranhas, amo pessoas sequelas! Sempre fui empatizante dos excluídos por suas esquisitices. Pessoas... no geral, acho que amo pessoas, acho que posso amar qualquer pessoa, e também só acho, prefiro só achar. Não me atrevo a ter certeza de algo tão comprometedor. Bem a questão é que no geral, também sou bastante mal julgada, só não sou mais pela cara que tenho, que torna bem aceita. A beleza exterior abre caminhos, feliz ou infelizmente. A questão é que vejo muitas dessas pessoa que tanto me julgam, dizerem que são exatamente o oposto. Talvez seja mais fácil amar os deixados de lado, e por isso eu os ame, não por pena deles, mas pela pena que eles no fundo se atribuem e assim se permitem deixar conhecer, permitem uma aproximação mais fácil, mais verdadeira, mais carente. Não há o nariz em pé dos bem aceitos, ha mais humildade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-5822126212773453812?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/5822126212773453812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=5822126212773453812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5822126212773453812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/5822126212773453812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/08/do-meu-amor-por-pessoas-estranhas.html' title='Do meu amor por pessoas &quot;estranhas&quot;'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-8887395678962486795</id><published>2008-08-25T09:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-25T09:31:39.477-07:00</updated><title type='text'>Todo azul do mar</title><content type='html'>Foi assim, como ver o mar&lt;br /&gt;A primeira vez que os meus olhos se viram no seu olhar&lt;br /&gt;Não tive a intenção de me apaixonar&lt;br /&gt;Mera distração e já era momento de se gostar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu dei por mim nem tentei fugir&lt;br /&gt;Do visgo que me prendeu dentro do seu olhar&lt;br /&gt;Quando eu mergulhei no azul do mar&lt;br /&gt;Sabia que era amor e vinha pra ficar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daria pra pintar&lt;br /&gt;Todo azul do céu&lt;br /&gt;Dava pra encher o universo&lt;br /&gt;Da vida que eu quis pra mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que eu fiz&lt;br /&gt;Foi me confessar&lt;br /&gt;Escravo do seu amor&lt;br /&gt;Livre pra amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu mergulhei&lt;br /&gt;Fundo nesse olhar&lt;br /&gt;Fui dono do mar azul&lt;br /&gt;De todo azul do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim como ver o mar&lt;br /&gt;Foi a primeira vez que eu vi o mar&lt;br /&gt;Onda azul, todo azul do mar&lt;br /&gt;Daria pra beber todo azul do mar&lt;br /&gt;Foi quando mergulhei no azul do mar&lt;br /&gt;Onda que vem azul, todo azul do mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flávio Venturini&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-8887395678962486795?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/8887395678962486795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=8887395678962486795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8887395678962486795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/8887395678962486795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/08/todo-azul-do-mar.html' title='Todo azul do mar'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-4601642700241626817</id><published>2008-08-22T13:29:00.000-07:00</published><updated>2008-08-22T13:30:32.001-07:00</updated><title type='text'>Clichê</title><content type='html'>Uns morrem de obesidade, outros de fome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-4601642700241626817?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/4601642700241626817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=4601642700241626817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4601642700241626817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/4601642700241626817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/08/uns-morrem-de-obesidade-outros-de-fome.html' title='Clichê'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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Juro que peguei o máximo que podia do que era meu, se alguma coisa ficou foi desatenção ou proque não tinha mais importância. O importante para mim é que finalmente eu vim, sai, eu voltei. Finalmente eu consegui, depois de tantas tentativas, o medo simplesmente deixou de existir, meu amor cansou e resolveu não ligar mais. De tão longe que estávamos, não me faz mais diferença, você se tornou dispensável, um simples ascessório, que eu descartei. Como algo que passou da validade e se torna inútil, mais que isso, prejudicial. Foi-se o fulgor da nossa pele, o desejo da minha pela sua. Foi-se a sensação de segurança que sua presença causou, a saudade do nosso conforto, da nossa cumplicidade que nunca existiu. Acabou o sonho e a vontade, o querer. A vontade de te querer fazer brilhar os olhos acabou por fazendo apagar o brilho dos meus. Tive sede de você e você não se deu para me saciar. Hoje sou eu quem vai, sem maiores apertos no coração ou choro contido, vou livre, de cabeça erguida, vou em paz. De tanto que você não me ouviu, hoje você que não tem os meus ouvidos, de tanto que não me deu atenção, hoje, você que não merece a minha. De tanto esforço que fez para ser inexpressivo, invisível, assim se tornou. De todo o esforço que você fez em não se esforçar, eu pude tirar forças e ir, ir devagar, sorrateira, com cuidado de ir pelo caminho certo e não pisar em espinhos, porque vim com os pés no chão, descalça, entregue. E assim como entrei, saio da sua vida, como um tremendo acaso, com muita luta e desejo. Foi tanto esforço para te ter quanto parab me livrar de você. O esforço para te trazer para dentro foi meu, o de te tirar de mim, foi seu. E te senti sair lentamente. De tanta preocupação que você não teve e tantos e tantos outros desleixos, eu me acostumei a não tê-los, não ter nada disso, me acostumei com a solidão (até mesmo a dois), me contentei com minha simples compania. E hoje te direi "até breve", te vejo em sonhos ou pesadelos, anda duradouro, nada além de uma breve ilusão. Te deixo agora, no momento em penso que mais precisas e depende de mim (coisa que talvez não percebas, ou não seja realmente), sem remorços de quem nunca te teve presente. Perdeste tua melhor qualidade: meu amor. De tanto que a porta ficou aberta, eu sai, e olhei para trás, para ter certeza de que você não viria até a porta, nem me procuraria, nem pediria para que eu ficasse. Você sempre será o mesmo, o mesmo passivo e infinito homem que nada quiz ser (e tudo poderia ser) e ninguém conseguiu tomar para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10/08/08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-7985321722297266262?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/7985321722297266262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=7985321722297266262' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7985321722297266262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/7985321722297266262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/08/carta-para-ningum.html' title='Carta para ninguém'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5449367379559386294.post-6148985371932153223</id><published>2008-08-15T18:17:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T18:22:08.060-07:00</updated><title type='text'>14/08/08</title><content type='html'>É incrível a sua capacidade de destruir as coisas, arruinar expectativas, anseios, desejos. Como uma pessoa tão linda pode querer se ofuscar tanto? Pode ser tão mascarada, tão burocrática, tão travada e cheia de dedos, de requintes e sofisticações supérfluas, rodeios? Ora somos o que afinal, estranhos? É o que você sugere... se afasta, se protege da intensidade, há um eterno medo em seu querer. Enfim, não sei quem és. Conheço, e isso sim muito bem, seu duplo. Boa noite... boas compras...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5449367379559386294-6148985371932153223?l=liviasbferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/feeds/6148985371932153223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5449367379559386294&amp;postID=6148985371932153223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6148985371932153223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5449367379559386294/posts/default/6148985371932153223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liviasbferreira.blogspot.com/2008/08/140808.html' title='14/08/08'/><author><name>Lívia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945146004695911415</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bKdm8pgcwns/SfdlIDaTnuI/AAAAAAAAADw/b6VKbjbCQmI/S220/fotos+178.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
